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Samba com salto alto é um perigo

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Sambar com sapato de salto alto e bico fino pode trazer sérios problemas, que vão dos dedos dos pés à coluna lombar.

Sambar com sapato de salto alto e bico fino pode trazer sérios problemas, que vão dos dedos dos pés à coluna lombar. É o que garante o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, especialista em medicina do esporte e médico do time de futebol do Flamengo, Dr. João Marcelo Amorim.

Uso do sapato de salto aumenta o risco de lesões

Segundo ele, o uso desse tipo de sapato aumenta o risco de lesões porque a atividade, que exige muito equilíbrio, coordenação e rebolado, altera nosso eixo central:

  • Todos nós temos um eixo central, que nos traz o equilíbrio. O uso do salto alto altera esse equilíbrio natural porque força o pé para frente. Se a pessoa que estiver sambando não tiver experiência com a atividade com salto alto, pode se lesionar. As bailarinas não dançam com sapatilhas à toa – afirma ele.

O médico do CREB diz que a situação se agrava com o uso de sapato com bico fino. De acordo com ele, o sapato aperta os pés, o que pode se tornar mais um problema:

  • Os problemas já começam no ante pé (cabeça dos metatarsos), porque o pé inclinado força essa região. Uma lesão na cabeça do metatarso pode provocar dor e calosidade. É bem comum o salto alto no samba forçar a panturrilha, proporcionando uma tendinite. E o salto alto força a lordose e pode causar uma lesão na região lombar e problemas no joelho. Um escorregão ou desequilíbrio pode transformar em dor o prazer de sambar – finaliza o Dr. João Marcelo.

Ortopedista do CREB dá curso na SBOT

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Coordenador do Programa de Prevenção da Refratura do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – CREB Prevrefrat – o ortopedista Bernardo Stolnicki foi o palestrante do ortocurso pela SBOT-RJ

Coordenador do Programa de Prevenção da Refratura do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – CREB Prevrefrat – o ortopedista Bernardo Stolnicki foi o palestrante do ortocurso promovido pela Comissão de Ensino e Treinamento da Sociedade Brasileira de Ortopedia – SBOT-RJ, sobre a Doença de Paget. O curso aconteceu na sede da sociedade, em Botafogo, no dia 19 de janeiro.

“A Doença de Paget é uma doença de etiologia desconhecida, descoberta em 1877, caracterizada por uma desorganização do metabolismo ósseo acarretando dor óssea, deformidades e fraturas”, explicou o ortopedista do CREB.


O que é joanete? Ortopedista do CREB explica

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Popularmente conhecido como joanete, a doença é uma deformidade do primeiro dedo do pé, o hálux.

Quando acometido, o hálux sofre um desvio em valgo, ou seja, se desvia em direção ao segundo dedo do pé, formando uma saliência óssea na base do primeiro dedo. “Forma-se um joanete quando seu dedão do pé aponta para o segundo dedo do pé, forçando a articulação do dedão a ficar maior e projetada para fora”, explica o ortopedista Romeu Travezani, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Ele explica que entre os principais fatores de risco para o surgimento do joanete está o uso regular de sapatos de salto alto, apertados e de pontas estreitas. Outro fator de risco é a presença de doenças reumatológicas, tais como a artrite, que pode resultar em deformidades articulares, inclusive nas articulações dos pés.

  • A presença de má formação congênita das articulações dos pés também pode ser um fator de risco para formação do joanete e a hereditariedade. Ou seja, pessoas de uma mesma família que apresentam joanetes também é um fator de surgimento de novos casos – acrescenta o médico do CREB.

Nem sempre o joanete apresenta quadro de dor. Muitas vezes, destaca o Dr. Romeu, resulta apenas na deformidade, o que pode dificultar o uso de calçados apertados e de pontas finas. Mas o médico alerta:

  • Dependendo do grau da deformidade, a forma de pisar pode estar prejudicada, sobrecarregando outras articulações, tais como o tornozelo, resultando na inflamação dessas articulações. Em alguns casos, no entanto, a articulação do primeiro dedo pode inflamar, levando a dor no local do joanete, dificultando a caminhada – observa o ortopedista do CREB, pontuando que o diagnóstico da doença é feito a partir de uma avaliação ortopédica, com exame físico, e possibilidade de uso de raio-x e de um exame chamado baropodometria, que permite a avaliação da pisada e a avaliação da interferência do joanete na forma de pisar.


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