Tendinite do manguito rotador pode causar dor e limitação do movimento do ombro
A tendinite do manguito rotador é conhecida como ombro de nadador e ombro de tenista
A tendinite do manguito rotador é uma lesão nos tendões que fazem parte de um grupo de quatro músculos, localizados no ombro, cuja função é oferecer-lhe estabilidade.
“O manguito rotador é um grupo muscular que trabalha quando nós erguemos o braço sobre a cabeça ou traz alguma coisa em nossa direção, por exemplo. Quando há uma tendinite do manguito rotador, significa que esse grupo muscular está inflamado”, explica o ortopedista Romeu Travezzanni, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A patologia pode estar relacionada a fatores de risco
Segundo ele, os tendões são estruturas fibrosas que unem o músculo ao osso e funcionam como uma corda. Quando estão inflamados, causa dor e limitação do movimento.
“Os tendões não são, definitivamente, fortes como o nosso osso e nem tão elásticos como os nossos músculos. Quando há sobrecarga, pode sofrer danos, e inflamar. As principais causas desta inflamação são quedas e levantamento de peso excessivo, mas a tendinite no manguito rotador pode estar relacionada a alguns fatores de risco, como a falta de alongamento muscular, postura inadequada, movimentos repetitivos, a idade do paciente, estresse, atividades esportivas em excesso e com prática ou material inadequado e doenças autoimunes”, completa o médico do CREB, pontuando que ao menor sinal de dor um especialista deve ser procurado imediatamente.
Trânsito congestionado faz mal à saúde dos ossos
Um longo congestionamento do trânsito provoca ansiedade e irritação aos motoristas, mas quem pensa que o problema termina aí está enganado. Além do mau-humor, a situação, que se repete diariamente, faz mal à saúde dos ossos e músculos de quem dirige. “Permanecer sentado no carro por 50 ou 60 minutos, durante um longo congestionamento, sobrecarrega a musculatura e a estrutura óssea da região lombar das costas, o que pode provocar as conhecidas lombalgias, cada vez mais frequentes. Tem gente que nem se estressa no trânsito, aproveita para ouvir música, falar ao celular, mas os danos são inevitáveis”, garante o reumatologista e fisiatra Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O conforto aparente, de estar sentado em um banco macio, com ar-condicionado e música ambiente, esconde problemas que podem se tornar sérios. “Os congestionamentos são diários e cada vez mais intensos. Aqueles que moram longe do local de trabalho e cruzam a cidade de carro todos os dias, enfrentando as agruras do trânsito, certamente prejudicam a saúde de sua musculatura e estrutura óssea. Os movimento repetitivos da troca de marcha, por exemplo, podem causar tendinite nos punhos ou bursite na região dos ombros. Já o ato de frear e pisar na embreagem repetidamente pode causar dores nas articulações dos tornozelos e nas pernas também”, explica o médico do CREB.
Em busca de uma melhor qualidade de vida, o Dr. Eduardo sugere que o motorista faça ao longo do trajeto movimentos lentos e graduais com o pescoço, para a esquerda e para a direita, o que colabora para uma melhor lubrificação da articulação na região cervical. Ele também aconselha que se evite movimentos bruscos com as pernas.
– Encarar um trânsito com longos congestionamentos tem consequências semelhantes a uma longa viagem de avião, com fadiga muscular e desgaste nas articulações. O ideal seria o motorista dar uma pequena parada, em um posto de gasolina, por exemplo, sair do carro e esticar as pernas por alguns poucos minutos. Aqueles que sofrem diariamente com os congestionamentos devem procurar um médico para uma avaliação. Como nem sempre é possível evitar os engarrafamentos, é preciso se cuidar em busca de uma melhor qualidade de vida – define o médico.
Fisioterapia deve ser iniciada logo após a cirurgia de próstata
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia garante que em até 87% dos casos os homens que se submetem à cirurgia conhecida como prostatectomia passam a ter incontinência urinária. A fisioterapia aparece, aí, como uma importante aliada,...
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia garante que em até 87% dos casos os homens que se submetem à cirurgia conhecida como prostatectomia passam a ter incontinência urinária. A fisioterapia aparece, aí, como uma importante aliada, mostrando-se eficaz na reabilitação de até 90% dos casos de perda urinária.
A incontinência é um fator decorrente da cirurgia
– Utilizamos principalmente exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (estrutura que se localiza na pelve, entre o osso púbis e o cóccix), que tem como principal função sustentar os órgãos pélvicos. Também contamos com a eletroterapia, estímulo elétrico que facilita a contração dos músculos por meio de um eletrodo endo-anal. Esta técnica é realizada junto com o exercício para se obter melhor grau de força muscular – explica a fisioterapeuta Waleska Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O tratamento fisioterápico deve ser iniciado o mais rápido possível após a operação. A incontinência é um fator decorrente da cirurgia, não pode ser prevenida, aponta Walesca;
– Mas o acompanhamento pode ser iniciado antes mesmo do procedimento cirúrgico, iniciando, assim, o fortalecimento precoce desse músculo. Além da incontinência urinária, a fisioterapia também auxilia nos casos de impotência, outra queixa comum dos pacientes após a cirurgia de próstata. As técnicas trabalhadas na fisioterapia melhoram a circulação sanguínea e a condução nervosa, ajudando na recuperação da potência sexual – finaliza ela.
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