Quando o Frio aperta, a Dor fala mais alto
É muito comum que, durante o inverno, as pessoas sintam mais dores nas articulações, confira as causas.
No frio, até as tarefas mais simples podem virar um desafio. Levantar da cama, caminhar até a cozinha, até aquele passeio que antes era prazeroso… tudo pode ficar mais difícil quando as articulações reclamam.
O ortopedista Dr. Carlomã Câmara de Aguiar, do CREB, lembra: “As baixas temperaturas aumentam a rigidez e a sensibilidade das articulações. É hora de cuidar mais do corpo.”
E a fisioterapeuta Bruna Túlio da Costa reforça: “Movimento é vida. A fisioterapia ativa ajuda a manter força, flexibilidade e bem-estar, mesmo no frio.”
O que pode provocar a Dor no frio?
- Contração muscular: o frio faz com que os músculos se contraiam para conservar calor, o que pode gerar rigidez e sensação de dor.
- Vasoconstrição: a baixa temperatura diminui o fluxo sanguíneo para músculos e articulações, reduzindo a oxigenação e aumentando a sensibilidade dolorosa.
- Aumento da percepção da dor: estudos sugerem que as fibras nervosas ficam mais sensíveis em temperaturas baixas, amplificando sinais dolorosos.
- Menor movimentação: no inverno tendemos a nos exercitar menos, o que leva a perda de mobilidade e aumento da rigidez articular.
Quem sofre mais?
- Pacientes com artrose (desgaste da cartilagem);
- Pessoas com fibromialgia ou dores crônicas;
- Idosos, devido à maior sensibilidade das articulações;
- Pessoas que já sofreram fraturas ou lesões ortopédicas.
O que fazer para aliviar?
✅ Mantenha-se aquecido: use roupas adequadas, principalmente em articulações mais sensíveis como joelhos, mãos e ombros.
✅ Alongue-se regularmente: alongamentos suaves ajudam a reduzir a rigidez e prevenir lesões.
✅ Pratique atividade física: mesmo no frio, exercícios de baixo impacto (caminhada, bicicleta ergométrica, pilates) melhoram a circulação e diminuem a dor.
✅ Banho morno ou compressas quentes: ajudam a relaxar músculos e articulações doloridas.
✅ Hidrate-se bem: no frio é comum beber menos água, mas a hidratação é essencial para a saúde dos tecidos.
✅ Acompanhamento médico: em casos de dor persistente, o ortopedista pode indicar fisioterapia, medicamentos ou infiltrações, dependendo da causa.
O frio pode intensificar as dores, mas não deve limitar sua qualidade de vida. Com cuidados simples e acompanhamento médico adequado, é possível manter a saúde articular mesmo nas temperaturas mais baixas.
No CREB, sabemos que dor não marca hora. Por isso, estamos de portas abertas para receber você, sem burocracia e sem precisar agendar. Basta vir, estamos prontos para cuidar de você.
Dor na sola dos pés pode ser fascite plantar
Dor, desconforto, sensação de queimação ou pontadas ao pisar podem ser sintomas de fascite plantar.
De acordo com Dr. Alexandre Blanc, Ortopedista do CREB, a inflamação na faixa de tecido fibroso que reveste a planta do pé é causada por microtraumas repetidos, sendo comum entre os praticantes de corrida. Também pode ser associada a calçados inadequados, obesidade, tempo prolongado em pé e alterações estruturais dos pés.
Diversas técnicas de fisioterapia podem ajudar na recuperação, como termoterapia, ultrassom e liberação miofascial. Em casos crônicos, recomenda-se a terapia por ondas de choque.
Sente dor na sola dos pés? Converse com um especialista e melhore sua qualidade de vida.
DIAGNÓSTICO |
| • Exame físico: identificação de queixas e exclusão de diagnósticos diferenciais. |
| • Ultrassonografia: avaliação do grau da inflamação da fáscia plantar. |
| • Teste de Pisada (Baropodometria): identifica a pressão do pé ao tocar uma superfície, permitindo análise da forma estática (parada) e dinâmica (em movimento) da pisada. |
Dr. Alexandre Blanc
Médico Ortopedista; Especialista em Cirurgia de Quadril; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
Este artigo é meramente informativo e não deve ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte um médico.
Condromalácia: programa de fisioterapia é fundamental
A condromalácia é a doença inflamatória e degenerativa da cartilagem da patela (também conhecida como rótula) e seus principais sintomas são dor, principalmente na região do joelho, e crepitação. “A crepitação é uma sensação como se houvesse areia dentro do joelho. Às vezes, essa crepitação é tão intensa que a gente consegue ouvi-la. A condromalácia atinge principalmente mulheres adultas e é relacionada a algum tipo de atividade física ou devido ao encurtamento muscular dos membros inferiores, que chamamos de isquiotibias”, explica Rodrigo Kaz, especialista em medicina do esporte e ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o ortopedista, existem várias causas para o surgimento da condromalácia, cujo diagnóstico é feito a partir do histórico do paciente e exame físico. “Há várias causas, como alteração no alinhamento da patela, desequilíbrio ou encurtamento muscular e micro traumas de repetição, muito comuns em jogadores de futebol e competidores de atletismo e modalidades de salto”, lista o Dr. Rodrigo Kaz.
– Em 90% dos casos, o tratamento não-cirúrgico, com medicação de analgésicos, anti-inflamatórios e condroproterores, tem sucesso. Um programa de fisioterapia é fundamental nesses casos. O especialista irá recomendar o tratamento ideal. Dor no joelho não acomete apenas atletas ou pessoas obesas. Um simples mau jeito pode causar dores, mas o problema pode ser mais sério. É sempre importante procurar um médico ao menor sinal de dor. Quando mais cedo diagnosticada, mais fácil é o tratamento – finaliza o médico.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619