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3ª idade: medicamentos e dores provocam quedas

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Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no periódico “Archives of Internal Medicine” avaliou os efeitos de nove classes de medicamentos em mais de 79 mil pacientes, cuja particularidade era a idade de 60 anos ou mais. O estudo aponta que as quedas, especialmente aquelas que resultam em fraturas, são causa importante de falecimento nessa faixa etária.

Muitos medicamentos de fato podem agravar a hipotensão arterial (pressão baixa) postural nos idosos, concorda o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi. “Quando uma pessoa da terceira idade se levanta rapidamente, por exemplo, pode ficar um pouco atordoado e alguns medicamentos agravam essa situação. Diuréticos, psicotrópicos sedativos ou antipsicóticos, indicados para quadros confusionais, demência, têm esses efeitos colaterais. A interação de vários remédios, usados para tratar doenças crônicas, também pode causar hipotensão postural.”, explica ele.

Um outro estudo publicado no periódico da Associação Médica Americana revela os resultados de uma pesquisa com 749 idosos. No início dos trabalhos, 40% dos voluntários disseram sentir dores crônicas em mais de uma junta e 24% em uma única junta. Ao final da pesquisa, 18 meses depois, ocorreram 1.029 quedas e mais da metade dos idosos caiu ao menos uma vez neste período. Entre aqueles que apresentavam dor crônica em duas ou mais articulações, o risco de queda foi 50% mais alto. “A degeneração das articulações é bastante comum na terceira idade e em torno de 70% dos idosos se queixam de dores articulares, principalmente nos joelhos, quadris e coluna. Isso interfere diretamente no equilíbrio do indivíduo. Ao andar e firmar o pé, o idoso sente dor e tentar compensar com uma juste, tornado-se mais suscetível à queda”, afirma o médico do CREB.

– Idosos que têm doenças como osteoartrite ou artrose têm limitações funcionais que facilitam as quedas. É preciso que procurem a orientação de um especialistas, que irá propor um tratamento medicamentoso e fisioterápico, podendo, por exemplo, utilizar protocolos como a hidroterapia – finaliza ele.


Entendendo a Dor no Pescoço e na Cabeça: Causas e Tratamentos

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A dor no pescoço, especialmente quando acompanhada de dor de cabeça, pode ser debilitante, afetando sua qualidade de vida.

Por: Dr. Marcio Taubman, Ortopedista

Se você está enfrentando esses sintomas, é importante entender suas possíveis causas e como tratá-las de forma eficaz.

Principais Causas de Dor no Pescoço e Cabeça

Cefaleia Cervicogênica: Este tipo de dor de cabeça começa com um desconforto no pescoço e irradia para a parte de trás da cabeça, muitas vezes afetando apenas um lado. Pode se estender para a testa e ao redor dos olhos, sendo causada por problemas em discos, articulações, músculos ou nervos no pescoço.

Neuralgia Occipital: Caracterizada por dores agudas e semelhantes a choques elétricos na parte de trás da cabeça, pescoço e ouvidos. Normalmente, a dor é unilateral e começa no pescoço, espalhando-se para a cabeça, resultante de irritação ou lesão no nervo occipital.

Dores de Cabeça que Podem Causar Dor no Pescoço

Cefaleia Tensional: Uma dor de cabeça comum caracterizada por dor moderada a intensa não pulsátil na testa, couro cabeludo e pescoço. Ela ocorre quando os músculos do couro cabeludo e pescoço ficam tensos devido a estresse e emoções.

Enxaqueca: Uma dor de cabeça recorrente com dor pulsante intensa em um lado da cabeça. Pode causar náuseas e sensibilidade à luz e ao som. A dor no pescoço pode começar antes ou durante o ataque de enxaqueca.

Cefaleia da Articulação Temporomandibular (ATM): Começa nas têmporas e ao redor da articulação temporomandibular, podendo se assemelhar a uma dor de ouvido. A dor no pescoço ocorre devido à fadiga ou fraqueza muscular na ATM.

Diagnóstico e Tratamento

Para tratar eficazmente a dor no pescoço e cabeça, é essencial um diagnóstico preciso. Médicos utilizam características da dor, exames físicos e testes diagnósticos. Tratamentos incluem medicamentos para alívio imediato e a longo prazo, além de abordar condições subjacentes.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata?

Consulte um médico imediatamente se a dor no pescoço e cabeça vier acompanhada de:

  • Dor e dormência nos braços
  • Pescoço rígido com febre alta
  • Dor de cabeça desencadeada por tosse ou esforço
  • Convulsões, fala arrastada, perda de equilíbrio ou visão embaçada
  • Perda de peso não intencional ou náuseas

Esses sintomas podem indicar condições graves, como aneurismas, meningite, derrame ou tumor. Traumas na base do crânio também requerem atenção imediata.

Conclusão

A dor no pescoço e na cabeça pode ter várias causas, e entender essas causas é o primeiro passo para o alívio. Com o diagnóstico e tratamento corretos, é possível gerenciar a dor e melhorar a qualidade de vida. Se você está sofrendo, não hesite em buscar ajuda médica especializada.

Dr. Marcio Taubman Ortopedista, Especialista em Alívio da Dor

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Cuidados essenciais para a qualidade de vida e prevenção de lesões ortopédicas em idosos

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Garantir a segurança e o bem-estar dos idosos é fundamental, especialmente quando se trata da prevenção de traumas ortopédicos.

No Dia Mundial da Conscientização Contra a Violência ao Idoso, celebrado em 15 de junho, é importante lembrar a importância desses cuidados.

Segundo ortopedistas do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia, os traumas ortopédicos são lesões musculoesqueléticas resultantes de acidentes, que podem variar desde quedas simples até acidentes de alta gravidade, como colisões de trânsito. No caso dos idosos, o equilíbrio pode ser comprometido devido ao envelhecimento, resultando em instabilidade durante a locomoção e aumentando o risco de quedas e, consequentemente, lesões ortopédicas.

É importante destacar que idosos que sofrem fraturas podem desenvolver um medo de cair, o que pode levar a uma redução da atividade física e um declínio geral na saúde. Isso, por sua vez, aumenta o risco de quedas e lesões ortopédicas no futuro. Além disso, existem vários fatores de risco para quedas em idosos, como problemas de visão e audição, alterações na marcha, equilíbrio prejudicado, déficits cognitivos, uso de medicamentos, doenças degenerativas nas articulações e fraqueza muscular. Portanto, é essencial fornecer cuidados especiais e atenção aos idosos, a fim de prevenir quedas e lesões ortopédicas.

Como evitar traumas ortopédicos em idosos

Para evitar esses traumas, é fundamental criar um ambiente seguro para os idosos, incluindo uma boa iluminação e uma organização segura dos móveis em casa. Além disso, atividades educativas e conscientização sobre medidas preventivas podem ajudar a reduzir o número de idosos que sofrem lesões ortopédicas. É importante também avaliar a densidade óssea por meio da densitometria óssea, pois pacientes com osteoporose tendem a sofrer fraturas graves com o mínimo de trauma.

Vale ressaltar que o diagnóstico precoce é crucial para garantir um tratamento adequado e uma recuperação rápida, especialmente no caso de idosos. Portanto, é recomendado encaminhar os idosos a um ortopedista em caso de lesões ortopédicas ou quedas, para uma avaliação e tratamento adequados. Com medidas preventivas e cuidados apropriados, é possível reduzir significativamente o risco de traumas ortopédicos em idosos e melhorar sua qualidade de vida nessa fase da vida.



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