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Sobrepeso, obesidade e problemas na coluna

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De acordo com o IBGE mais de 20% da população brasileira sofre com problemas crônicos na coluna vertebral. Já o excesso de peso atinge cerca de 61,7%, também de acordo com o instituto.

As discussões sobre os impactos que a obesidade causa no corpo humano são frequentes e as consequências podem ser inúmeras, como diabetes tipo 2, aumento de triglicérides, colesterol, pressão alta e o surgimento de doenças cardiovasculares.

Mas um outro problema, também relacionado com o aumento de peso, chama cada vez mais a atenção: as dores na coluna. “Estudos feitos atualmente nos Estados Unidos, país com maior índice de obesidade, apontam que o excesso de peso causa desalinhamento da coluna, não permitindo que ela distribua de forma equilibrada a massa corporal, causando desgaste”, explica Dr Marcio Taubman do CREB.

Adotar hábitos para prevenir as dores nas costas no dia a dia é essencial. “Controle da alimentação, prática de esportes e tratamentos complementares (como o RPG) podem diminuir a probabilidade de você ter esses problemas”, diz Dr Marcio Taubman. Além disso, fique de olho em alguns detalhes do dia a dia:

• Posição correta do computador/notebook: coloque-os sobre uma base para que ele fique na linha dos olhos;

• Proteção das articulações: cotovelos, quadril e joelhos devem estar relaxados e em ângulos de 90°;

• Cadeira com apoio: a lombar precisa estar protegida;

• Pausas a cada meia hora: durante elas, caminhe pela casa e alongue o corpo;

• Sono de qualidade: tente dormir de sete a oito horas por noite;

• Exercícios físicos regulares: afinal, eles são essenciais para prevenir os incômodos.


Principais doenças osteometabólicas: Sintomas, diagnósticos e tratamentos

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As doenças metabólicas que afetam os ossos da pessoa acometida são chamadas de doenças osteometabólicas.

Em geral, são transtornos do metabolismo dos ossos, ocasionando perda da massa óssea, o que causa fragilidade aos ossos e aumenta a incidência de fraturas, mesmo diante de quedas leves. “As principais doenças osteometabólicas são a osteoporose, em seus diferentes tipos, como a osteoporose senil, a osteoporose pós-menopausa e a osteoporose induzida por medicamentos, o raquitismo, a osteomalácia, o hiperparatiroidismo primário e a doença de Paget, entre outras”, relata o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia .

Ele explica que a causa de uma doença osteometabólica é o desequilíbrio entre a formação de osso e o remodelamento ósseo. “Para o diagnóstico, o médico assistente poderá solicitar exames laboratoriais que sugerem alteração no metabolismo ósseo. Ele poderá avaliar os níveis de cálcio, fósforo sérico, vitamina D, paratormônio e fosfatase alcalina, e também solicitar raio-X e um exame chamado densitometria óssea, que mede a massa óssea do paciente”, diz o Dr. Eduardo.

Osteoporose, doença silenciosa

O reumatologista do CREB pontua que a osteoporose é uma questão muito séria, considerado um problema de saúde pública. No Brasil, aponta ele, de 35% a 52% das mulheres e 19% a 39% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela osteoporose, a principal doença osteometabólica.

“Costumamos dizer que se trata de uma doença silenciosa, por na maior parte dos casos aparece quando há uma fratura, após um tombo. O que queremos é justamente evitar a fratura. A densitometria óssea é um exame que todas as mulheres pós-menopausa e homens após os 70 anos devem fazer, porque indica com antecedência a escalada da osteoporose. E, assim, podemos agira rápido”, esclarece o Dr. Eduardo.

Segundo ele, os fatores de risco das doenças osteometabólicas são:

- idade avançada;

- raça branca e/ou descendência asiática;

- histórico pessoal de fratura por fragilidade;

- histórico familiar de fratura por fragilidade;

- sexo feminino;

- histórico de tabagismo (inibe a multiplicação dos osteoblastos);

- etilismo;

- uso de glicocorticoide;

- ingestão inadequada de cálcio, fósforo e vitamina D.

As doenças osteometabólicas têm cura?

Não há, ao menos por ora, um tratamento que leve á cura de uma doença osteometabólica. No entanto, o tratamento pode devolver a qualidade de vida perdida e ajudar a evitar a fratura. “O tratamento é individualizado, medicamentoso, o paciente deve optar por uma dieta especial e praticar atividade física regular e orientada”, resume o reumatologista.

“A melhor forma de se prevenir é praticando atividade física regular, se expor ao sol regularmente, se alimentar bem, com maior atenção a alimentos ricos em cálcio, e manter acompanhamento médico”, finaliza o Dr. Eduardo.


Presença de inflamação cardíaca e fibrose pode estar associadas à atividade da doença da artrite reumatoide

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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, e pode provocar inchaço e dores, entre outros sintomas, principalmente nas mãos e nos pés. Mais de dois milhões de brasileiros tem a doen...

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, e pode provocar inchaço e dores, entre outros sintomas, principalmente nas mãos e nos pés. Mais de dois milhões de brasileiros tem a doença, que acomete, segundo as estatísticas, uma em cada cem pessoas. A artrite reumatoide acomete duas vezes mais mulheres na faixa entre 40 e 60 anos do que os homens.

É possível diminuir os sintomas da doença com o tratamento adequado

A boa notícia é que a doença pode ser tratada, e a qualidade de vida perdida recuperada. “É possível diminuir os sintomas da doença com o tratamento adequado. Podemos preservar a capacidade funcional do paciente, que pode ter a qualidade de vida recuperada. Em geral, a sensação de rigidez e dores nas juntas acontece mais fortemente pela manhã.  Ao menor sinal de dores nas articulações, um médico reumatologista deve ser consultado imediatamente, pois quando mais cedo o tratamento é iniciado, melhor é a resposta. É importante observar, também, que essa doença pode atacar os olhos e pulmão”, afirma o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFF (Universidade Federal Fluminense).

O Dr. Haim ressalta que estudos científicos recentes mostram que a inflamação cardíaca pode estar relacionada a artrite reumatoide. Essas pesquisas demonstraram que a presença de inflamação cardíaca e fibrose estão associadas à atividade da doença da artrite reumatoide. O médico do CREB conta que uma pesquisa com 60 pacientes portadores de artrite reumatoide, com idade média de 57 anos, sem doença cardíaca conhecida ou fatores de risco cardiovascular, foi realizada e eles foram submetidos à ressonância magnética cardíaca, para análise de parâmetros cardíacos específicos de inflamação e alteração estrutural cardíaca. “Os resultados encontrados pelos pesquisadores sugerem que a presença de achados cardíacos na ressonância que indicam inflamação e fibrose miocárdica estão diretamente correlacionados com a atividade inflamatória da artrite reumatoide, e que alterações na estrutura miocárdica podem preceder a insuficiência cardíaca. O controle da inflamação da artrite reumatoide, além de prevenir a progressão da doença nas articulações, pode também influenciar no surgimento de doença cardiovascular”, explicou o Dr. Haim.



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