Informação e troca de experiências ajudam nos tratamentos
Não há dúvidas de que um promissor tratamento para qualquer doença começa na vontade do paciente em se tratar. Estar bem informado e trocar experiências com outros pacientes certamente ajudarão muito e a quantidade de informação disponível hoje facilita muito essa tarefa.
Buscar informações é uma atitude saudável. No entanto, o paciente precisa estar bem assessorado para não se perder em meio a tantas informações, muitas sem fundamento algum. “É muito importante estar bem informado e, assim, a troca entre o médico e o paciente pode ser mais rica. Mas é preciso ter cuidado. Tem muita informação boa, mas também tem muita informação errada. O paciente deve buscar informação, sim, mas precisa conversar com o seu médico. Ele é quem está capacitado para orientá-lo sobre o tratamento”, esclarece o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Arnaldo Libman.
Segundo o Dr. Arnaldo, o diálogo entre o médico e o paciente deve ser franco e isso certamente ajudará no tratamento. “Essa troca entre o médico e o paciente é fundamental. Se o médico e seu paciente estabelecerem um diálogo rico isso certamente trará conseqüências positivas no tratamento. O médico deve explicar para o paciente o que ele tem, como será o tratamento e se isso ficar bem entendido todos têm a ganhar. Vale lembrar que toda a informação sobre os hábitos do paciente é válida para o médico. Assim como o paciente tem o direito de saber sobre o seu tratamento. A busca por um atendimento mais humanizado sempre terá reflexos positivos na consulta”, finaliza o reumatologista do CREB.
Dieta para ossos mais fortes
Estudo publicado no American Journal Nutrition mostra que quem ingere dieta rica em magnésio e potássio tem ossos mais fortes do que quem os consome pouco. O mangésio é importante para a mineralização do osso e muitos pacientes têm artrite nos ossos desmineralizados, por isto deveriam aumentar a ingestão de alimentos que sejam ricos em magnésio. O Dr. Eduardo Sadigurschi, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – sugere acrescentar à dieta alimentos como nozes, amendoim, vagem, vegetais verdes, banana, batatas e produtos derivados do leite. Estes alimentos são também ricos em potássio e cálcio, que, juntos, ajudam a fortalecer o osso e prevenir e tratar a osteoporose.
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Osteoporose, um sério problema social
A osteoporose é um problema que se torna mais sério ainda com o que revela uma pesquisa recente realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
A osteoporose é um sério problema social. As estatísticas comprovam que essa doença representa um grande prejuízo nas contas públicas, porque 70% dos pacientes diagnosticados têm alguma morbidade e, por isso, recorrerão à previdência social. Daí a importância da disseminação da informação e a realização de um exame chamado densitometria óssea, tão recomendado pelos especialistas.
Não é só: mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela doença no Brasil e está enfermidade é, hoje, a principal causa de fraturas por baixo impacto, especialmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, e pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e deterioração da qualidade de vida.
90% dos entrevistados já tinham ouvido falar em osteoporose, mas não sabem de detalhe algum sobre o assunto e em torno de 70% das mulheres e 85% dos homens que já haviam apresentado uma fratura por fragilidade óssea desconheciam que ela tinha sido causada pela osteoporose.
Essa pesquisa conclui que o brasileiro não sabe como prevenir ou tratar essa doença e nem mesmo que especialista deve procurar. A falta de informação é um dos grandes problemas da osteoporose no Brasil.
“As pessoas só costumam se consultar quando sentem dores constantes. E mesmo assim quando estas dores começam realmente a incomodar e provocar uma perda considerável de qualidade de vida. A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa. Na maioria vezes, a dor surge apenas quando ocorrem numerosas fraturas, geralmente na coluna, o que traz dor crônica e até incapacidade”, explica a ortopedista Dra Letícia Morelli, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
“É importante divulgar a osteoporose, seus efeitos e tratamentos. A doença pode ser tratada e podemos oferecer ao paciente a qualidade de vida desejada. Os principais fatores de risco são idade avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico familiar, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determinadas medicações como corticóides, fumo, álcool e uma vida sedentária”, completa a médica.
Segundo ela, outra estatística alarmante aponta que 40% das mulheres acima dos 50 anos vão desenvolver osteoporose em algum momento de suas vidas. Mas desse total, apenas 3 em cada 10 terão a doença diagnosticada.
“As fraturas vertebrais aumentam em até 8 vezes a taxa de mortalidade. Isso demonstra como o assunto é sério. O diagnóstico desta enfermidade é feito através da densitometria óssea, um exame preciso, simples e indolor. Este exame pode prever o risco de fratura do paciente pelos próximos 10 anos. Assim, é possível prevenir sérios problemas no futuro. A prevenção começa cedo. É preciso ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, além de evitar o consumo de álcool e fumo”, finaliza ela.
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