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Pilates pode ser ótimo para crianças e adolescentes

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As crianças estão cada vez menos ativas quando o assunto é brincar. Videogames, tablets e computadores têm deixado a criançada quieta e sem o movimento tão necessário para seu desenvolvimento corporal. Além de níveis cada vez maiores de obesidade infantil, tal postura traz, também, problemas de coluna cada vez mais intensos. As crianças estão frequentando cada vez mais os consultórios dos especialistas, com dores nas costas.

“Dor na coluna é uma das a maiores reclamação da maioria das pessoas quando se trata de mudança de estilo de vida. As dores poderão aparecer de forma progressiva ou de uma só vez. Quando isso acontece, acontece, grande parte dos pacientes tomam a pior providência: a auto-medicação. Dor na coluna pode ser o grito de alerta de que alguma coisa não vai bem,  é um sintoma de uma série de problemas e só um médico poderá diagnosticá-la”, afirma Haim Maleh, fisiatra, especialista em coluna, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Crianças também sofrem de dores e quanto mais cedo se ataca o problema, melhores resultados aparecem, garante o médico.

Pilates tem sido muito recomendado para crianças com problemas na coluna. “O Pilates fortalece a musculatura, assegurando um melhor suporte para coluna, maior flexibilidade e uma melhor postura. Traz resultados muito bons e é feito de acordo com a possibilidade de cada pessoa, respeitando seus limites. Temos visto cada vez mais crianças e adolescentes praticando Pilates, com ótimos resultados. E como é uma atividade física bem lúdica, as crianças gostam muito. E quando mais cedo tivemos consciência, melhor”, afirma o Dr. Haim.

“É importante ressaltar que as dores na coluna não desapareceram sozinhas. O que poderá acontecer é que haja um alívio das dores após uma determinada crise. Por isso é fundamental consultar um médico e evitar a auto-medicação. Se as dores não forem tratadas, tendem a voltar. O Pilates é uma ótima forma de prevenção e de melhora destes sintomas”, finaliza ele.


Uso de antidepressivos pode aumentar o risco de fraturas

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Um estudo científico demonstrou que há relação entre o uso de antidepressivos e o risco de fraturas. Segundo esta pesquisa, que identificou e analisou 1.217.464 indivíduos, os antidepressivos teriam uma ação direta no metabolismo ósseo e estariam associados com risco aumentado de fratura, porque inibidores da recaptação da serotonina (SSRI – citalopram, fluoxetina, sertralina e outros) e antidepressivos tricíclicos (TCA – amitriptilina, clomipramina e outros) são associados com um moderado e clinicamente significativo aumento do risco de fraturas de todos os tipos. Comparados a não usuários, pacientes que utilizam anidepressivo tiveram um aumento de 42% no risco de fratura não vertebral, 47% no risco de fatura de quadril e, finalmente, 38% no risco de fratura vertebral. Outro estudo que associa o antidepressivo ao maior risco de fraturas também levou em consideração a idade dos pacientes.

– Um risco maior de fraturas foi associado com um aumento da dose de ansiolíticos e sedativos; o mais alto risco estava presente nos indivíduos abaixo de 40 anos de idade. Daí em diante, o risco de fraturas diminuiu com a idade. Para SSRI, um crescente risco de fraturas foi visto com dose e idade crescente. A respeito de TCA, nenhuma tendência específica com a idade estava presente. No entanto, um aumento do risco de fraturas foi associado com aumento da dose TCA na faixa etária acima de 60 anos. Finalmente, para outros antidepressivos, nenhuma tendência específica com observou-se a idade ou a dose. Cuidados devem ser tomados na prescrição de ISRS para indivíduos mais velhos – comenta a pesquisa o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.


Osteoporose tem tratamento individualizado

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Uma reportagem publicada originalmente em um jornal inglês e reproduzida no New York Times, em maio, produziu uma ampla discussão sobre o tratamento da osteoporose. Segundo o artigo, os bisfosfonatos – drogas usadas no tratamento da doença – teriam um excelente resultado no prazo de três a cinco anos e, a partir daí, não apresentaria mais benefícios para o paciente. A conclusão da reportagem é que apenas pacientes de alto risco deveriam continuar utilizando essas drogas por mais de cinco anos.

Especialista em osteoporose, o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – afirma que de fato os bisfosfonatos têm efeito de até cinco anos para pacientes que têm baixo ou médio risco da doença. “Esses pacientes podem ter período de férias desta medicação. Mas pacientes com alto risco devem tomar a medicação, sim, mesmo em um prazo superior a cinco anos. O mais importante a dizer é que a osteoporose deve ser tratada de forma individualizada. Não há uma única receita de bolo para o seu tratamento”, afirma ele.

– Pacientes de alto risco não podem parar nunca o seu tratamento. Não podem ter o que chamamos de “período de férias” da medicação. Mas cabe ao especialista acompanhar e sugerir outros medicamentos. Não existem apenas os bisfosfonatos para tratar a doença. Existem outras drogas e o importante é deixar claro que o tratamento é completamente individualizado. No CREB, adotamos no tratamento protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura e um programa de reabilitação física, sempre respeitando as individualizadas e necessidades de cada paciente – afirma o médico.



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