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Cuidados essenciais com a prática de exercícios no inverno

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A temporada de inverno, que oficialmente tem início em 21 de junho e termina em 22 de setembro, não se trata apenas de se agasalhar, saborear chocolate quente, desfrutar de fondue e fazer viagens para regiões montanhosas.

É também o momento de tomar precauções especiais em relação à sua rotina de atividade física, sendo o principal não deixar de praticá-la regularmente.

É bastante comum as pessoas interromperem suas atividades físicas durante o inverno. Aqueles que praticam natação, por exemplo, pensam duas vezes antes de ir para a aula, incomodados com as baixas temperaturas. O mesmo acontece com os que se exercitam ao ar livre, como correr na orla da praia ou jogar futevôlei na areia. O frio nos convida a ficar em casa, mas isso não é benéfico - alerta ortopedistas do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia.

O frio: o maior adversário da prática de exercícios físicos

Durante o inverno, o frio se torna o maior inimigo da atividade física. Ao interromper a prática regular, uma pessoa perde seu condicionamento físico e se torna mais suscetível ao ganho de peso, uma vez que outra característica do inverno é o aumento do consumo de alimentos calóricos.

Acostumamos a essa rotina, a desmotivação surge, e se torna muito mais difícil retomar depois. É fundamental estar atento a isso. A prática de exercícios físicos deve ser regular. No entanto, aqueles que não interrompem suas atividades devem tomar alguns cuidados adicionais. Lesões causadas pela falta de aquecimento são muito comuns no inverno. Antes de iniciar qualquer atividade física, é necessário realizar um bom aquecimento. Utilize roupas que mantenham seu corpo aquecido, mantenha-se hidratado e prefira horários mais adequados, quando o frio é menos intenso.


Hérnia de disco: tratamento devolve qualidade de vida perdida

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De cada 100 pessoas, em todo o mundo, 85 experimentarão, em algum momento de suas vidas, dores na coluna vertebral, garante a Organização Mundial da Saúde (OMS). A maior parte sentiu, sente ou sentirá dores na região lombar, região onde ocorre, com m...

De cada 100 pessoas, em todo o mundo, 85 experimentarão, em algum momento de suas vidas, dores na coluna vertebral, garante a Organização Mundial da Saúde (OMS). A maior parte sentiu, sente ou sentirá dores na região lombar, região onde ocorre, com mais frequência, a hérnia de disco, que provoca dores nas costas, que podem irradiar para a coxa, a perna e o pé, além de sensação de formigamento e queimação.

Dor pode irradiar para a coxa, a perna e o pé, além de formigamento e queimação.

“A hérnia de disco lombar é no disco que fica entre a quarta e quinta vértebra lombar (L4/L5) e no disco que fica entre a quinta vértebra e o sacro (L5/S1). Muitas vezes, as pessoas sentem dores, tomam um comprimido por conta própria, e acham que o problema está resolvido. Ao menor sinal de dor, um especialista deve ser procurado. O problema pode se agravar e se tornar sério. Após os primeiros sintomas de dores nas costas, os músculos que protegem a coluna vertebral começam a ficar fracos e atrofiados”, explica o fisiatra Antônio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A notícia boa é que estatísticas apontam que 95% das pessoas que sofrem com a hérnia de disco não precisam realizar cirurgia na coluna vertebral. Mas a hérnia de disco é a 3ª causa de aposentadoria precoce, as dores nas costas são o 2° principal motivo para licença no trabalho e 70% da população brasileira com mais de 40 anos sofre de algum tipo de problema na coluna. No mundo, estima-se que 15% da população é acometida pela hérnia de disco. Engana-se, porém, que pensa que trata-se de uma doença da terceira idade. O maior índice de casos está entre pessoas com faixa etária de 25 a 45 anos.

“A coluna é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do nosso corpo. Ela quem nos dá a base para a estabilização. Muitas lesões da coluna vertebral são ocasionadas pelo desequilíbrio e desalinhamento desta estrutura. Vícios de postura são as principais causas dos males na coluna. Temos a hérnia de disco protrusa, a extrusa e a sequestrada, cada qual com suas especificações. O importante é que podemos devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, sem necessidade de cirurgia. No CREB utilizamos com sucesso protocolos que incluem pilates terapêutico, RPG e hidroterapia. Ao menor sinal de dor, repito, o paciente deve procurar um especialista”, finaliza o Dr. Antônio.


As possíveis causas da fibromialgia

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Caracterizada principalmente por dores musculoesqueléticas difusas, em vários músculos, tendões e articulações, a fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória. Além das dores difusas, outros sintomas são cansaço, fadiga, d...

Caracterizada principalmente por dores musculoesqueléticas difusas, em vários músculos, tendões e articulações, a fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória. Além das dores difusas, outros sintomas são cansaço, fadiga, dor de cabeça, palpitação, sono não reparador, dificuldade de concentração, depressão e até dor abdominal e períodos de diarreia ou prisão de ventre, entre outros. O diagnóstico é apenas clínico, baseando-se no histórico do paciente e no exame físico. O médico precisa ter muita experiência com a doença.

“No CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – nós seguimos os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia para Fibromialgia, que incluem a presença de dor difusa pelo corpo em pontos dolorosos. Os pacientes sentem dores, têm os sintomas, mas os exames de sangue e de imagem nada demonstram. Por isso é preciso procurar um Reumatologista de fato experiente”, explica Haim Maleh, Reumatologista e fisiatra do CREB e professor de reumatologia da UFF.

A doença é fruto de uma combinação de causas, muitas vezes inter-relacionadas

Segundo ele, é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, mas a fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida pela comunidade médica. Os sintomas podem aparecer de repente ou gradualmente, mas não se sabe exatamente o que desencadeia a doença. Sabe-se que a doença é fruto de uma combinação de causas, muitas vezes inter-relacionadas. “Não há, ainda, provas de que seja uma doença genética, mas parece ser um padrão hereditário.

Um estudo em 2004 apontou que as pessoas tinham oito vezes mais chances de desenvolver a fibromialgia se tivessem um parente diagnosticado com a doença. Outra pesquisa mostrou que adultos com trauma no pescoço tem mais de dez vezes chances de desenvolver a doença em um ano. Também consideramos desequilíbrios hormonais, já que vários pacientes de fibromialgia têm baixos níveis de hormônios como cortisol e andrógenos”, afirma o Dr. Haim.

O Dr. Haim afirma que a comunidade médica também entende as deficiências de vitaminas como um dos motivos para a dor e a fadiga. Outro ponto abordado é o estresse crônico – fonte de inflamação, desequilíbrio hormonal e tão prejudicial para o ciclo de sono. “O estresse contínuo poderia proporcionar um efeito dominó, interferindo em todos os processos naturais de seu corpo, inclusive a resposta à dor. Também sabe-se que pacientes acometidos pela doença tendem a ter níveis mais baixos de certos neurotransmissores e endorfinas, que pode deixá-los mais vulneráveis à dor”, acrescenta o médico.



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