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Fisioterapia é muito eficaz para “dedo em gatilho”

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É mais comum do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o dedão da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço. Trata-se do que se chama “dedo...

É mais comum do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o dedão da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço. Trata-se do que se chama “dedo em gatilho”, na verdade uma inflamação que atinge o tendão responsável por dobrar o dedo – tendões flexores.
A fisioterapeuta Alessandra Venâncio, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, esclarece que tal inflamação pode ter causa genética, além de ser agravado por outros fatores, como a realização de atividades manuais de extremo esforço ou repetitivas. Algumas doenças também podem contribuir ao surgimento do “dedo em gatilho”: diabetes, hipotireoidismo, problemas reumáticos e infecções como tuberculose e artrite reumatoide, são exemplos. Segundo ela, a maior frequência do “dedo em gatilho” é em mulheres.

“Tendões são cordas lisas e flexíveis que conectam os músculos do antebraço (localizados acima do pulso) aos dedos, ou seja, liga os músculos aos ossos. Essas estruturas entram em um tubo que tem origem na base dos dedos, na metade da palma da mão – a chamada bainha do tendão, formada por diversas polias e que lubrifica o tendão flexor enquanto ele se move. Quando os músculos do antebraço se contraem, puxam os tendões e levam as articulações a se dobrarem. O problema está na entrada do tendão no túnel (a bainha do tendão), local de maior resistência e estreitamento e onde ocorre o maior grau de inflamação e irritação. Esse processo gera dificuldade ou travamento do movimento do dedo. Uma vez inflamado, o tendão pode tornar a passagem por baixo da bainha mais apertada, ficando “preso” nesse ponto e “engatilhando”, explica a fisioterapeuta.

Os principais sintomas são o aumento de volume do dedo afetado (edema); dor na base dos dedos ou também na palma da mão; redução ou paralisação de movimentos do dedo acometido; endurecimento do dedo; e “estalido” doloroso parecido com um gatilho ao tentar esticar o dedo. A fisioterapeuta diz que um médico especialista deve ser consultado imediatamente se alguns desses sintomas aparecerem. “O tratamento varia conforme a intensidade e os sintomas, mas, na maior parte dos casos, a fisioterapia pode ser bem eficaz. Com um programa de exercícios, crochetagem, banho de parafina, laser, ultrassom e alongamentos, a fisioterapia contribui ao fortalecer os músculos responsáveis por esticar a mão e os dedos, ao manter a mobilidade e ao aliviar o inchaço e a dor. Outras recomendações também devem ser seguidas, como repouso, evitando as atividades manuais repetitivas e que exijam esforço; uso de crioterapia compressiva (aparelho de última geração que utilizamos no CREB) no local para aliviar o inchaço e medicamentos anti-inflamatórios com prescrição médica, além de outros procedimentos”, propõe Alessandra.


Estrabismo: tratamento com a RPG Souchard oferece inúmeros benefícios

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Estrabismo é o desalinhamento dos olhos para direções diferentes, que acontece quando os músculos oculares sofrem um desequilíbrio em sua função. Essa alteração óculo-motora representa a perda do paralelismo dos olhos, e assim ocorre o desvio de um o...

Estrabismo é o desalinhamento dos olhos para direções diferentes, que acontece quando os músculos oculares sofrem um desequilíbrio em sua função. Essa alteração óculo-motora representa a perda do paralelismo dos olhos, e assim ocorre o desvio de um ou ambos os olhos em qualquer direção em relação à vista frontal, podendo se manifestar de forma convergente (o olho afetado está desviado para dentro, em direção ao nariz), divergente (o desvio do olho para o lado) e vertical (quando o desvio do olho afetado é para cima ou para baixo, ou seja, no sentido vertical).

A causa do Estrabismo não é totalmente compreendida, mas essa alteração ocular normalmente acompanha doenças que afetam o cérebro. O que pouca gente sabe é que a doença pode ser tratada também com o RPG Souchard, uma técnica bastante utilizada para a correção de articulações que não estão em suas posições fisiológicas.

– O trabalho de Reeducação Postural Global é feito no local da lesão, atuando delicadamente sobre os olhos e sobre o comportamento cervical envolvido. A RPG Souchard é baseada em ajustes posturais que permitem a reorganização e o reequilíbrio da estrutura corporal, oferecendo inúmeros benefícios não somente para a postura, mas também como tratamento a inúmeras doenças, como os distúrbios oculares, mais precisamente o Estrabismo – explica o fisioterapeuta Paulo Delgado, staff do serviço de reabilitação física do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, as sessões de RPG Souchard possibilitam alcançar uma melhora significativa da visão, em virtude da recuperação do paralelismo dos olhos. E em alguns casos pode haver, inclusive, a redução dos graus sobre as lentes dos óculos, trabalho que, entretanto, deve ser sempre acompanhado pelo oftalmologista.


Espondilite anquilosante acomete principalmente a coluna vertebral

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A espondilite anquilosante é uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia e os quadris. Segundo o Professor de Reumatologia da UFRJ e reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia...

A espondilite anquilosante é uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia e os quadris. Segundo o Professor de Reumatologia da UFRJ e reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, também pode atingir o intestino, os rins, os ossos e os olhos e se caracteriza por dor constantes, por mais de três meses, com rigidez nos locais doloridos.

Um artigo publicado no Annals of the Rheumatic Diseases recomenda que o paciente seja precocemente encaminhado ao médico especialista diante da suspeita de espondilite aquilosante, porque existe um gap considerável, de em torno de cinco a oito anos, do início do sintoma até o diagnóstico da doença. “Dor crônica na coluna é o principal sintoma da espondilite anquilosante. Mas muitas vezes o paciente acha que é uma dor passageira, e opta pela automedicação. É fundamental que um especialista seja consultado, porque quando mais cedo se diagnóstica a doença, mais rapidamente poderemos curá-la”, avisa o Dr. Haim.

A espondilite anquilosante atinge dois a três homens, para cada mulher. A Sociedade Internacional de Espondiloartrites (ASAS) criou critérios para auxiliar o médico no diagnóstico da doença. O paciente deve ser encaminhado ao médico imediatamente se a dor crônica nas costas durar mais de três meses e se apresentar dor inflamatória (principalmente pela manhã), presença do HLA-B27, Sacroileíte detectada em exames de imagem (RX ou ressonância), manifestações extra articulares ( psoríase, doença inflamatória intestinal ou uveíte), manifestações periféricas (artrite, entesite ou dactilite), história familiar de espondiloartrites, boa resposta aos antiinflamatórios e, finalmente, exames de inflamação alterados.

“A prática de exercício físico é o melhor a fazer. A espondilite anquilosante aparece principalmente por volta dos 25 anos de idade, mas apesar de pouco comum também pode acometer jovens antes dos 16 anos e pessoas com mais de 45 anos. As mulheres geralmente apresentam um quadro clínico mais leve. É preciso estar atento a alguns detalhes. O colchão utilizado, por exemplo, deve ser firme, sem depressões. Uma tábua pode ser usada entre o colchão e o estrado da cama. Atividade física regular também é muito importante. Ao menor sinal de dores, um especialista deve ser consultado, para que o diagnóstico seja determinado e o tratamento iniciado”, finaliza o médico.



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