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Jovens também são acometidos pela gota

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É cada vez maior o número de pacientes jovens que procuram um reumatologista por conta da gota. Também conhecida como artrite gotosa, a gota é uma doença metabólica, cuja principal característica de quem é acometido por ela é o alto índice de ácido ú...

É cada vez maior o número de pacientes jovens que procuram um reumatologista por conta da gota. Também conhecida como artrite gotosa, a gota é uma doença metabólica, cuja principal característica de quem é acometido por ela é o alto índice de ácido úrico. A gota apresenta cristais de ácido úrico intra-articular, que causam inflamação, uma dor lancinante e vermelhidão no local. Geralmente, no início, atinge o dedão do pé (podagra) ou mesmo outras articulações do pé, joelho e tornozelo.

A gota provoca um depósito de ácido úrico nas articulações

“Ao contrário do que se imagina, a gota está longe de ser uma doença exclusiva da terceira idade, embora tenhamos um alto número de pacientes idosos acometidos por ela. Não é uma doença exclusivamente articular. O alto índice de ácido úrico é uma das principais características das pessoas com gota, mas isso não é absolutamente determinante: temos pessoas que podem ter um índice alto de ácido úrico e não ter o problema, e vice-versa”, afirma o Dr. Sergio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O reumatologista explica que a gota provoca um depósito de ácido úrico nas articulações, o que acontece, em geral, por alteração do PH local. “ É fundamental que a pessoa se trate e procure um reumatologista regularmente. E é preciso ficar muito atento, porque a gota pode atingir órgãos como o rim, e estar acompanhada de outros problemas, como diabetes e hipertensão arterial, daí a importância de se ter um diagnóstico precoce e tratar. Quem já teve sabe o tamanho da dor que a doença traz”. Ele pontua que a doença tem tratamento, que é medicamentoso e prevê uma dieta especial para baixar o nível de ácido úrico.


Brasileiros não sabem detalhes sobre a osteoporose

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Os números da osteoporose são eloquentes e dão a verdadeira dimensão do problema: mais de dez milhões de brasileiros são acometidos pela doença. Mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela doença no...

Os números da osteoporose são eloquentes e dão a verdadeira dimensão do problema: mais de dez milhões de brasileiros são acometidos pela doença. Mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela doença no Brasil. A osteoporose é, atualmente, a principal causa de fraturas por baixo impacto, principalmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, o que pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e consequente deterioração da qualidade de vida.

A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa

 

Ainda assim, os brasileiros desconhecem a doença. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) mostrou que 90% dos entrevistados já tinham ouvido falar em osteoporose mas não sabem de detalhe algum sobre o assunto. Em torno de 70% das mulheres e 85% dos homens que já haviam apresentado uma fratura por fragilidade óssea desconheciam que a mesma tinha sido causada pela osteoporose. A pesquisa conclui que os brasileiros já ouviram falar da doença, sim, mas não sabem como preveni-la, como tratá-la ou mesmo a especialidade médica que deve procurar.

– A osteoporose é caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea. Esta é uma pesquisa muito pertinente porque as pessoas só costumam se consultar quando sentem dores constantes. Mas a osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa. Na maior parte das vezes, a dor surge apenas quando ocorrem numerosas fraturas, geralmente na coluna, o que traz dor crônica e até incapacidade – alerta o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – Bernardo Stolnicki, coordenador do CREB Prevrefrat – Programa de Prevenção a Refratura da clínica.


Aumento da longevidade traz maior número de fraturas

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  • O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fraturado quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante.

A afirmação é do ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnikci, coordenador do CREB Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é definida como uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmeroproximal. Uma fratura por fragilidade é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Pacientes que tiveram uma fratura em qualquer sítio têm aproximadamente duas vezes o risco de apresentar uma futura fratura em comparação com indivíduos que nunca tiveram tal lesão.

O ortopedista do CREB relata que no Brasil, o número de pessoas que têm a doença chega a10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.

  • Um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. Pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril. Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal – explica ele.


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