Diagnóstico da fibromialgia depende da interação médico – paciente
O diagnóstico correto da fibromialgia não depende de exames de sangue ou de raio-x, e sim a partir da interação entre o médico reumatologista ou fisiatra e o paciente. É exclusivamente na consulta médica que a doença será diagnosticada e, a partir daí, tratada. “Não se conhece, ainda, totalmente as causas da fibromialgia. É na consulta que se pode diagnosticar a síndrome, através do histórico do paciente e de exames feitos dentro do consultório. A verdade é que o médico precisa ter experiência no assunto, pois um dos indicativos que temos são as dores amplificadas que o paciente sente. Mas a fibromialgia não é a única causa de dores músculo-esqueléticas”, explica Sérgio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Uma recente pesquisa demonstra que a fibromialgia é diagnosticada em pelo menos 5% dos pacientes que vão ao consultório médico devido a dores constantes e em 10% a 15% dos pacientes que procuram um reumatologista com a mesma queixa. “Para diagnosticar a fibromialgia, não basta perceber a quantidade de pontos onde há dores. É preciso identificar outros sintomas, como fadiga exagerada, distúrbios do sono, dores de cabeça, alterações intestinais e até depressão”, pontua o reumatologista. “Pessoas que têm algum tipo de informação sobre a doença e sentem dores pelo corpo podem achar que têm fibromialgia. Cabe ao paciente explicar ao médico com detalhes como sente as dores, onde e em que ocasiões. Com o histórico do paciente, informações detalhadas e um bom exame físico, a doença poderá ser diagnosticada. A experiência do médico certamente é um diferencial neste diagnóstico”, completa ele.
Estatísticas apontam que em torno de 4% da população mundial sofre de fibromialgia. No Brasil, acredita-se que 4,8 milhões de pessoas são fibromiálgicos, mas apenas 2,5% recebem o tratamento adequado. “Um dos problemas que encontramos para tratar da doença é o preconceito, pois o paciente sente muitas dores, às vezes mesmo com um simples contato físico, mas nenhum exame comprova essas dores. Então, muitas vezes os próprios familiares não acreditam na doença. A boa notícia é que é possível viver bem, feliz e sem dor. Temos tratamentos avançados, associados a protocolos que incluem a hidroterapia e a acupuntura, e a prática regular de exercícios físicos orientados, que trazem excelentes resultados. Mas para que isso aconteça, é preciso procurar um especialista com experiência”, finaliza o Dr. Sérgio Rosenfeld.
Como o fisioterapeuta pode contribuir na atenção primária
A atenção primária à saúde deve estar no centro das ações e que são responsáveis pelo diagnóstico preciso e na análise das informações, que através da estratificação, coordena a jornada do paciente não só ao tratamento inicial da afecção na fisiotera...
Por Mauricio Garcia
Nesse atual momento que estamos vivendo, vale observar quais foram as lições que esta pandemia nos trouxe. Seria um desperdício que a humanidade passasse por este choque de comportamentos e atitudes, sem que houvesse um aprendizado.
No que diz respeito à saúde, é certo que esta pandemia mostrou que nenhum sistema de saúde no mundo, estava preparado para enfrentar os desafios que foram apresentados, e que algo deve ser feito na busca de um novo modelo de assistência através de um novo olhar sobre os cuidados integrados. É necessária uma nova mentalidade dos pacientes, dos gestores do segmento de saúde e das operadoras de saúde, entendendo que o primeiro contato deve estar focado na atenção primária.
A atenção primária à saúde deve estar no centro das ações e que são responsáveis pelo diagnóstico preciso e na análise das informações, que através da estratificação, coordena a jornada do paciente não só ao tratamento inicial da afecção na fisioterapia, mas introduzi-lo num fluxo de atenção à doença com iniciativas de programas de prevenção que contemplam desde a educação, acompanhamento, até a reabilitação.
A falta de recursos e infraestrutura e do desconhecimento dos gestores quanto ao papel da fisioterapia, cria uma oportunidade que deve ser melhor explorada, pois existe um papel fundamental do fisioterapeuta, na educação em saúde, demonstrando a importância desses cuidados através de uma nova dinâmica do setor com inovação, tecnologia e avanços na telessaúde. Neste contexto, é essencial que as operadoras de saúde estejam receptivas à essa mudança de paradigma, pois é uma mudança cultural e que já vem acontecendo com perspectivas infinitas.
O desafio está aí para ser enfrentado e solucionado, e as ferramentas estão disponíveis com modelos de tecnologia que permitem a gestão e monitoramento dos pacientes, tornando a atenção mais humanizada e resolutiva, baseadas em indicadores de qualidade quanto aos desfechos clínicos, custo-efetividade e experiência do paciente, reduzindo a segmentação entre os setores público e privado.
Médico do CREB recebe certificação internacional em TOC
O reumatologista e fisiatra Antônio Rodrigues d’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, é um dos cinco brasileiros que estiveram em Berlim, de 27 a 30 de outubro, para receber a certificação internacional da ATRAD, Associação Internacional de Terapia por Ondas de Choque. Trata-se do primeiro grupo de todo continente americano a ter essa certificação: dois médicos são de São Paulo, dois do Rio Grande do Sul e o Dr. Antônio d’Almeida, do Rio de Janeiro. A ATRAD é a primeira sociedade internacional na área de TOC e até então não contava com nenhum membro das Américas.
A TOC-TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE
A TOC – Terapia por Ondas de Choque -, que, na realidade, são ondas acústicas que se traduzem em choque quando em contato com o corpo, é hoje o que há de mais moderno no combate a tendinite de ombro, quadril, cotovelo e joelho, bursites, fasciíte plantar e esporão de calcâneo, tendo inclusive aprovação da exigente agência norte-americana FDA – Food Drug Administration. Muito indicado pelos médicos nos Estados Unidos e na Europa, está conquistando seu espaço no Brasil, pela sua eficácia, por não ser invasivo e pelos ótimos índices de sucesso em todo mundo. A TOC inclusive é utilizada pelo Comitê Olímpico para tratamento de atletas lesionados durante a competição.
O tratamento com TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição a vários tipos de cirurgia. Segundo o Dr. Antônio, as melhores respostas ao tratamento têm sido de casos de patologia em ombros, em especial as tendinites e bursites, na região plantar (sola do pé), principalmente para as fasciítes plantares, as calcificações na junção do tendão de Aquiles com o osso do calcanhar (entesite aquiléa) e, também, para bursites do quadril (trocanteriana). “Na maioria dos casos, a eficácia da TOC é percebida logo após as duas primeiras aplicações. Não há internação, não é invasivo, tem ótima tolerância e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos”, finaliza o fisiatra do CREB, pioneira e uma das poucas clínicas do Rio de Janeiro que disponibilizam a TOC.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619