(21) 3182 8282 Whatsapp Horários
CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDE

News | Viva sem dor

 

Correr na rua não é tão simples quanto parece

Um dos esportes que mais cresce no mundo, pela sua eficácia e fácil acesso, é a corrida de rua. Uma boa calçada, tempo e muita disposição são suficientes para se tornar um corredor de rua? A resposta certamente é não. Se praticada de maneira incorreta, esse esporte pode provocar sérias lesões nas articulações, fraturas e até infarto. Tanto que uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, pela Corpore (a maior organizadora de corridas da América Latina) e pela Sociedade Brasileira de Traumatologia, com nada menos do que 7.731 corredores amadores demonstrou que 71,2% dos entrevistados já sentiram dores em decorrência do esporte e 53,1% já sofreram lesões.

Antes de começar efetivamente a praticar a corrida de rua, é preciso consultar um médico especialista. São três tipos de exames que precisam ser feitos para aferir a saúde do candidato a atleta: o cardiovascular examina a pressão arterial e a freqüência cardíaca, o metabólico mede as taxas do sangue, como o colesterol e a glicose, e o biomecânico identifica a pisada do atleta e a angulação dos joelhos.

“Correr não é uma aventura. É preciso ter cuidados para não transformar o esporte e um grande problema. O uso de tênis inadequado, por exemplo, tem relação direta com quatro das nove principais lesões causadas pela prática incorreta deste esporte. Dores constantes na coluna, no quadril, joelho, tornozelo ou pé podem indicar algum tipo de distúrbio nos pés, com alteração no tipo de pisada e conseqüente desequilíbrio postural. Um médico especialista deve ser consultado para apontar o diagnóstico e o tratamento correto”, explica o ortopedista, especialista em pés e tornozelos, Marcio Taubman, do CREB –  Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

– O tipo de tênis utilizado é uma preocupação que o corredor não pode deixar de ter. Existem três tipos diferentes de pisadas. A neutra, a supinada, que é para fora, e a pronada, que é para dentro. E há um tipo de tênis para cada caso. Existe um exame, chamado baropodometria computadorizada dinâmica, que avalia o tipo de pisada e revela qual o calçado ideal. Esse exame é muito importante – complementa.

A baropodometria computadoriada dinâmica é um moderno exame, que auxilia no diagnóstico de inúmeros problemas dos pés e das dores que afligem as pessoas em caminhadas e corridas. A baropodometria localiza os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e faz a mensuração  precisa da  pressão exercida sobre cada um destes pontos. O paciente deve ser avaliado parado e em movimento e esse exame auxilia o médico a determinar se o paciente tem algum problema ou doença. Alterações posturais observadas nesta avaliação podem desencadear dores em regiões como a coluna, quadril, tornozelo, joelho e no próprio pé. “Essas alterações podem ser tratadas com a confecção e uso de uma palmilha chamada palmilha postural. Essa palmilha tem como objetivo reduzir o pico de pressão da pisada e redistribuir corretamente a força de reação ao solo por toda a região plantar”, diz o médico.


Dor na coluna, saiba como evitá-la

A Organização Mundial da Saúde informa que 85% da população de todo o planeta tem, teve ou terá dores nas costas. E uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), mostrou que cerca de 80% das pessoas passam muito tempo em frente ao computador e a televisão. Esse comportamento sedentário pode causar vários problemas de saúde, como as doenças de coluna.

Mas é possível fugir de estatísticas tão definitivas? A boa notícia é que pequenos cuidados no dia a dia podem trazer uma melhor qualidade de vida e evitar dores na coluna. “As pessoas têm trabalhos exaustivos e por longas jornadas. Uma pessoa que passa o dia inteiro sentado, diante de um computador, deve tomar alguns cuidados, como por exemplo, a cada hora – ou no máximo duas horas – se levantar, fazer uma pequena caminhada e realizar alongamentos dos braços e pernas”, diz o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, erros de postura cometidos no dia a dia e vícios posturais podem se transformar em danos à coluna e, consequentemente, dor. “Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico para não deixar o problema evoluir. Além do hábito da boa postura, a prática de caminhadas, exercícios de alongamento e as atividades esportivas são importantes para a prevenção de dores nas costas”, explica.

Segundo o Dr. Haim Maleh, seis pequenas dicas podem ser muito úteis no combate a problemas na coluna. “Ao permanecer sentado, o ideal é que os pés estejam apoiados para que os joelhos fiquem levemente mais altos do que o quadril”, ensina o médico. Segunda pequena dica é ao atender o telefone, não apoiar o gancho do telefone  entre o pescoço e o ombro. “Este hábito pode provocar dor na cervical e agravar alguns problemas pré-existentes na coluna”, avisa. A terceira dica é flexionar sempre os joelhos e agachar ao pegar um objeto no chão. A quarta dica é jamais utilizar sapatos apertados e saltos altos, no caso das mulheres.

– Outra dica é passar a ter o saudável hábito de se espreguiçar regularmente. É um alongamento que solta às estruturas articulares e musculares. E a sexta dica, fundamental, é a prática regular de exercícios. A musculatura forte protege e fortalece a coluna, além de prevenir diversas doenças. E não se esqueça: ao sentir o menor sinal de dor, procure um médico – finaliza.


Metade da população idosa do país sofre com doenças crônicas

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam oficialmente que 48,9%, ou seja quase metade dos idosos do país, sofrem de doenças crônicas como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. A hipertensão é a doença que mais afeta os idosos, segundo a pesquisa, com 50%. Dores na coluna e artrite ou reumatismo também são frequentes e atingem 35,1% e 24,2% dos idosos acima de 60 anos.

Mas há como recuperar um pouco da qualidade de vida perdida e um médico especialista irá prescrever um tratamento amplo e personalizado, que prevê medicamentos, alimentação regrada, atividade física regular e protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura e RPG, entre outros. “O primeiro passo é deixar o sedentarismo para trás, praticar exercícios regulares e adotar uma dieta balanceada, rica em cálcio, por exemplo. O sedentarismo deixa articulações ainda mais rígidas. O exercício moderado constante, ao longo da vida, ajuda a adiar essa degeneração. Além disso, o exercício regular fortalece os músculos, realinha a postura, promove o alongamento e dá consciência corporal. Bem orientado, o idoso poderá praticar uma atividade física regular de baixo impacto”, explica Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, pontuando que a prática de exercícios físicos e uma alimentação adequada são condições básicas na busca pela melhor qualidade de vida.

– A idade avançada é um dos fatores que contribuem para essa condição. E anos de má postura geram efeitos cumulativos que alteram o funcionamento músculo-esquelético do indivíduo. As doenças degenerativas também têm impacto na postura, mesmo que seus efeitos não sejam sobre o esqueleto ou grupos musculares, porque podem desencadear um mecanismo de compensação. O paciente sente dor ou desconforto ao realizar um movimento, por exemplo, e altera o alinhamento postural para compensar a sensação ruim. Isso muda todo o equilíbrio físico e compromete as demais articulações. Um joelho afetado pela artrite, por exemplo, pode alterar o padrão da caminhada, o alinhamento do quadril, da coluna e até o movimento dos braços – explica o médico.

Segundo ele, o idoso sofre com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo e isso pode ser ainda mais intenso pela falta do hábito da atividade física regular e de uma alimentação balanceada. Assim, atividades que podem parecer simples, como segurar uma panela de feijão pelo cabo ou coçar as próprias costas podem significar um grande sacrifício para aqueles que têm comprometimento por causa de doenças degenerativas, como a osteoporose, artrite, artrose, problemas neurológicos e ortopédicos, agravados pelo sobrepeso e sedentarismo.

– Procurar um especialista do aparelho locomotor é fundamental, para que haja um acompanhamento constante e de perto. Certamente é possível recuperar parte da qualidade de vida perdida – finaliza.



Quer receber novidades?


COVID-FREE
O CREB se dedica diariamente a atender seus clientes com toda a atenção e carinho, venha e comprove ❤