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Como aliviar as dores da fibromialgia?

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Nada menos do que 3% a 5% da população mundial, apontam as estatísticas, são acometidos pela fibromialgia, uma doença que não tem causa aparente e os principais sintomas são dor em várias partes do corpo, dor de cabeça, sensibilidade ao frio, tristeza, fadiga, tonteiras e sono não reparador, entre outros. A fibromialgia não é causada por um trauma ou por uma inflamação e não pode ser diagnosticada por exames de imagem ou de sangue, o que provoca um grande preconceito, porque muita gente acha que as dores espalhadas pelo corpo são apenas psicológicas.

“Isto não é verdade. Pacientes acometidos pela fibromialgia sentem dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões. Só quem é acometido pela doença sabe o quão penosa ela pode ser”, garante o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Aliviando as dores causadas pela fibromialgia

A boa notícia é que o tratamento da doença pode devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, inclusive eliminando as dores constantes. “A fibromialgia é uma doença reumatológica de causa desconhecida. Acomete principalmente as mulheres, na proporção de sete para cada homem acometido. Os pacientes apresentam de fato um quadro de dor de origem desconhecida, em diversos pontos do corpo. Por meio de medicamentos e protocolos que incluem acupuntura, pilates, RPG e outros, podemos controlar os sintomas da doença”, garante o Dr. Sérgio Rosenfeld.

Segundo o médico do CREB, um estudo científico espanhol mostrou que após dez semanas consecutivas de acupuntura, 41% dos pacientes pesquisados tiveram melhor sensível das dores generalizadas pelo corpo. Os 153 pacientes voluntários da pesquisa receberam nove tratamentos semanais de acupuntura, com sessões de 20 minutos cada. Mesmo após um ano da pesquisa, os pacientes tiveram, em média, uma queda de 20% na pontuação de dor.

O Dr. Sérgio Rosenfeld também costuma recomendar a hidroterapia para seus pacientes acometidos pela fibromialgia. A atividade deve ser realizada em piscina apropriada para tal, aquecida e cuja atividade deve ser conduzida por um fisioterapeuta especializado. “A hidroterapia trabalha com alongamentos e mobilidade articular dentro da piscina, com água aquecida entre 32 e 34 graus. Isso ajuda a relaxar e a combater a dor. Também podemos recomendar o RPG, que traz alívio direto para as dores na coluna”, informa.

Atividade física regular

O reumatologista do CREB ressalta que a prática de atividade físcia regular é fundamental para o paciente de fibromialgia. O pilates pode ser uma excelente alternativa, pois é uma atividade prazerosa e que respeita a limitação de quem a pratica. “Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode praticar o pilates. Caminhadas também podem ser uma boa atividade, o importante é que a prática seja regular e prazerosa”, estipula o Dr. Sérgio Rosenfeld.

Segundo ele, o tratamento da fibromialgia é individualizado, também é medicamentoso e muitas vezes o uso de recursos psicológicos são muito bem-vindos. “A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas a prática regular de exercícios moderados pode controlar as dores. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias.

O Dr. Sérgio Rosenfeld acrescenta que estudos de um grupo multidisciplinar do European League Against Rheumatism recomendam “fortemente” a prática de exercício físico orientado. “Os exercícios aeróbicos e de fortalecimento são muito importantes para o paciente. O estudo também recomenda a acupuntura, para alívio da dor, e a hidroterapia, disponível no CREB em duas piscinas exclusivas para essa prática. Temos alcançado ótimos resultados no tratamento da fibromialgia em nossa clínica com a utilização de tais protocolos”, finaliza ele.


Cuidar da força muscular na terceira idade é fundamental

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O reumatologista e fisiatra Haim Maleh. do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – CREB e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), diz que a força muscular atinge o seu ápice entre os 20 e 30 anos de idade e começa a...

O reumatologista e fisiatra Haim Maleh. do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – CREB e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), diz que a força muscular atinge o seu ápice entre os 20 e 30 anos de idade e começa a promover perda a partir dos 60 anos. “A partir dessa idade, há uma perda de 15% da força a cada década subsequente. Um senhor de 80 anos tem uma perda de 30%, por exemplo, e isso pode comprometer sua qualidade de vida”, ilustra.

O médico do CREB explica que a força muscular pode ser definida como a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular é capaz de gerar durante um movimento específico. Entre pessoas com idade acima de 80 anos, as estatísticas apontam que 57% dos homens e 70% das mulheres são incapazes de realizar trabalhos domésticos pesados.

O melhor remédio é a prevenção

“A independência funcional é fundamental para o aumento da atividade física, refletindo diretamente na densidade mineral óssea. Logo, chegar à terceira idade de forma ativa pode ser um dos fatores que impedem a redução drástica da densidade mineral óssea nessa faixa etária. E isto pode ser realizado controlando a densidade óssea e a qualidade muscular do idoso”, garante o médico do CREB. Segundo ele, o melhor remédio é a prevenção, através da prática regular de exercício físico, dentre eles o pilates, associado a técnicas especificas de alongamento e fortalecimento muscular com o RPG, atividades oferecidas pelo CREB, com a supervisão de médicos.


Sintoma de artrose

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Tenho 61 anos e sinto tonteira e zumbido no ouvido, além de queimação na área do pescoço. Qual é a causa?

LÍGIA, Rio de Janeiro, RJ

Dor no pescoço com queimação e/ou sensação de desconforto, com irradiação para as costas e/ou braços, com formigamento e edema matutino nas mãos, associado a tonteiras, zumbido no ouvido e eventual lacrimejamento sugerem artrose, degeneração da coluna cervical.

Procure um reumatologista ou ortopedista para confirmar o diagnóstico. O tratamento alivia as dores, a tonteira e outros sintomas. O especialista pode receitar medicamentos e fisioterapia com exercícios, reeducação postural global, acupuntura e hidroterapia.

EDUARDO SADIGURSCHI
Reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Publicado em Jornal da Cidade



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