Má postura é a principal causa das dores na coluna
As estatísticas apontam que 85% da população mundial tem, teve ou terá dor nas costas, mas quem corre mais risco? Estudos científicos apontam que a maior probabilidade de ter dores na coluna está entre aqueles que tem entre 30 e 50 anos. “De fato, pessoas nesta faixa etária apresentam mais regularmente dores na coluna. As exigências sociais e profissionais de uma pessoa entre 30 e 50 anos são mais intensas. Nesta faixa etária, muitas vezes a atividade física é menor, as vezes nem existe, e há tendência para aumento de peso”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Os especialistas acreditam que as mulheres parecem ser mais afetadas por dores na coluna. Não se sabe a causa exata, mas acredita-se que a gravidez, o parto e a própria criação dos filhos contribuam para esse quadro. O que todos concordam é um dos principais e mais comuns motivos para as dores nas costas: a má postura. “Não há dúvidas do mal que a má postura produz à coluna vertebral. As pessoas precisam se conscientizar da sua postura, no dia-a-dia”, afirma o médico. Segundo ele, uma ótima recomendação é a prática de hidroterapia e do RPG – Reeducação Postural Global, que oferece à pessoa a consciência e prática de uma postura correta.
– Muitas vezes sentimos dores nas costas e não damos muita importância a isso, acreditando se tratar de uma dor fruto de um esforço ou uma noite mal dormida. É muito importante procurar um médico, pois um pequeno problema pode se transformar em um problema mais sério. O reumatologista ou o fisiatra poderá fazer uma avaliação correta e indicar o melhor tratamento – finaliza ele.
A osteoporose pode ser prevenida e tratada
10 milhões de brasileiros - 65% mulheres - sofrem de Osteoporose
Segundo estatística da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, nada menos do que dez milhões de brasileiros, entre os quais 65% são mulheres, sofrem de osteoporose. Se esses números já são suficientemente alarmantes, ganham ainda mais força com a constatação de um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que garante que o modo de vida nas grandes cidades favorece o surgimento da doença.
“Se a pessoa tem a tendência de ter a doença, não poderá evitá-la. Mas poderá retardá-la, buscando uma melhor qualidade de vida. Realizar exercícios físicos regularmente, tomar sol sempre e buscar uma dieta rica em cálcio são atitudes fundamentais na prevenção. Realizar um exame chamado densitometria óssea também ajuda muito em um tratamento de prevenção”, alerta Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Causada, entre outros motivos pela deficiência de cálcio, a osteoporose é uma doença silenciosa, que enfraquece os ossos. Silenciosa porque muitas vezes só se percebe a doença quando a pessoa cai e fratura um osso. A pesquisa da Unifesp conclui que os hábitos da cidade grande favorecem a osteoporose por vários motivos. Um deles é o baixo consumo de cálcio. Segundo técnicos da universidade, o leite comprado em supermercado passa por um sistema de pasteurização que reduz a gordura e, na verdade, elimina parte dos nutrientes do produto. A falta de tempo para a prática de exercício físio, o sedentarismo, a pouca exposição ao sol e a alimentação desregrada contribuem, e muito, para o aparecimento da osteoporose.
Prevenção à Osteoporose
“Entre as sugestões de prevenção, uma delas é que as pessoas tomem sol por 15 minutos diários. Obviamente que dentro de horários próprios, como pela manhã, até as 10 horas, e de tarde, depois das 16 horas. É preciso resgatar antigos hábitos, como sair para fazer piqueniques em campos abertos. Caminhar, pegar sol, isso é muito importante e pode ser muito prazeroso para a pessoa”, defende o médico do CREB.
Pilates terapêutico é uma ótima opção para gestantes
Mulheres gestantes que praticam exercícios regulares durante a gravidez apresentam menos desconfortos, como edemas, câimbras, fadiga e falta de ar.
O exercício físico pode contribuir para a melhor do tônus, diminui o risco de perda óssea, melhora a postura e a mecânica corporal, previne lesões e produz menor risco de estase circulatória e aparecimento de varizes. Isso sem falar que previne a dor lombar, incontinência urinária e a diátese do reto abdominal.”
A afirmação é do reumatologista e fisiatra Dr. Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), que recomenda a prática do Pilates Terapêutico para as gestantes. Segundo ele, a atividade oferece uma maior flexibilidade, alongamento e fortalecimento do corpo.
O Pilates proporciona bem-estar, e traz qualidade de vida
– A prática de exercícios físicos para a mulher gestante é muito importante, mas deve seguir recomendações médicas. O Pilates proporciona bem-estar, e traz qualidade de vida. Entre os seus benefícios, destacam-se a concentração, melhora do condicionamento físico e mental, o aumento da flexibilidade e coordenação motora, melhora do tônus e força muscular, maior mobilidade das articulações, o alívio das tensões e estresse, a estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue entre outras.Todo movimento tem seu início no cérebro, pois o Pilates parte do pressuposto de que a pessoa é uma unidade integrada do corpo e da mente – afirma ele.
O médico do CREB acentua que durante a gravidez os exercícios abdominais favorecem a melhora do equilíbrio muscular e da postura, melhoram o apoio para o útero em desenvolvimento, promovem maior estabilização do tronco e alinhamento pélvico e, ainda, favorecem o aumento da pressão intra-abdominal importante na defecação, micção e no parto.
Segundo ele, deve ser dada uma atenção especial aos músculos do assoalho pélvico na gravidez, uma vez que eles podem sofrer fraqueza neste período e tem papel importante no parto vaginal e na recuperação pós-parto (seja no parto normal, seja na cesariana).
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