Como o fisioterapeuta pode contribuir na atenção primária
A atenção primária à saúde deve estar no centro das ações e que são responsáveis pelo diagnóstico preciso e na análise das informações, que através da estratificação, coordena a jornada do paciente não só ao tratamento inicial da afecção na fisiotera...
Por Mauricio Garcia
Nesse atual momento que estamos vivendo, vale observar quais foram as lições que esta pandemia nos trouxe. Seria um desperdício que a humanidade passasse por este choque de comportamentos e atitudes, sem que houvesse um aprendizado.
No que diz respeito à saúde, é certo que esta pandemia mostrou que nenhum sistema de saúde no mundo, estava preparado para enfrentar os desafios que foram apresentados, e que algo deve ser feito na busca de um novo modelo de assistência através de um novo olhar sobre os cuidados integrados. É necessária uma nova mentalidade dos pacientes, dos gestores do segmento de saúde e das operadoras de saúde, entendendo que o primeiro contato deve estar focado na atenção primária.
A atenção primária à saúde deve estar no centro das ações e que são responsáveis pelo diagnóstico preciso e na análise das informações, que através da estratificação, coordena a jornada do paciente não só ao tratamento inicial da afecção na fisioterapia, mas introduzi-lo num fluxo de atenção à doença com iniciativas de programas de prevenção que contemplam desde a educação, acompanhamento, até a reabilitação.
A falta de recursos e infraestrutura e do desconhecimento dos gestores quanto ao papel da fisioterapia, cria uma oportunidade que deve ser melhor explorada, pois existe um papel fundamental do fisioterapeuta, na educação em saúde, demonstrando a importância desses cuidados através de uma nova dinâmica do setor com inovação, tecnologia e avanços na telessaúde. Neste contexto, é essencial que as operadoras de saúde estejam receptivas à essa mudança de paradigma, pois é uma mudança cultural e que já vem acontecendo com perspectivas infinitas.
O desafio está aí para ser enfrentado e solucionado, e as ferramentas estão disponíveis com modelos de tecnologia que permitem a gestão e monitoramento dos pacientes, tornando a atenção mais humanizada e resolutiva, baseadas em indicadores de qualidade quanto aos desfechos clínicos, custo-efetividade e experiência do paciente, reduzindo a segmentação entre os setores público e privado.
Como reduzir o risco de queda?
Assuma um papel ativo na prevenção de quedas para garantir sua própria segurança. Saber se você está em risco é o primeiro passo.
Na medida que envelhecemos, nossos reflexos ficam mais lentos e nossos ossos tornam-se mais frágeis, podendo aumentar a probabilidade de uma queda.
Quem apresenta um risco maior de sofrer uma queda?
Pessoas com mais de 65 anos, com quatro ou mais desses fatores de risco, aumentam o risco de queda:
- Uma história prévia de quedas.
- Artrite ou artrose
- Depressão.
- Tonteira.
- Doença crônica, tal como diabetes, obesidade.
Outros fatores de risco significativos são:
- Fraqueza do corpo inferior.
- Deficiência de vitamina D.
- Uso de alguns medicamentos (como sedativos ou antidepressivos).
- Problemas de visão.
- Dor no pé ou calçado ruim.
- Riscos presentes no ambiente domiciliar, tais como degraus irregulares ou tapetes.
Como reduzir o risco de queda ?
1– Exercite-se. Incorpore na sua rotina exercícios para fortalecer a musculatura e que também trabalhem o equilíbrio. Dentre as opções, o Pilates permite ganho muscular sem gerar impacto nas articulações.
2- Avalie sua pisada. A Baropodometria é um teste que permite a avaliação da forma de pisar, e a correção individualizada da pisada, através de palmilhas.
3- Avalie a massa óssea, através da densitometria óssea. A presença osteoporose, doença caracterizada pela perda de massa óssea, torna os ossos frágeis, sendo um fator de risco para fratura, no paciente com risco de queda.
4- Modifique o seu ambiente. Limpe o seu caminho da desordem, como sapatos, livros e jornais jogados pelo chão. Livre-se de tapetes, ilumine o ambiente. Mantenha os objetos que você costuma usar habitualmente, acessíveis. Adicione barras de apoio no banheiro. Instale corrimãos em escadas.
Assuma um papel ativo na prevenção de quedas para garantir sua própria segurança. Saber se você está em risco é o primeiro passo.
Volta às atividades físicas e o risco de lesões
Após um período de inatividade física é normal que exista algum receio de lesão, principalmente se essa pausa se deu em por conta de problemas decorrentes da osteoporose, artrose ou lombalgia. Porém, não é preciso ter medo. A volta às atividades fís...
Após um período de inatividade física é normal que exista algum receio de lesão, principalmente se essa pausa se deu em por conta de problemas decorrentes da osteoporose, artrose ou lombalgia.
Porém, não é preciso ter medo. A volta às atividades físicas, quando bem assistida, é muito bem-vinda, já que aumenta a disposição, a sensação de bem-estar e traz mais qualidade de vida às pessoa da melhor idade.
Para que não existam dúvidas de como essa volta às atividades físicas deve ser realizada, separamos algumas recomendações que servem, tanto para os nossos pacientes, quanto para as pessoas no geral.
Acompanhe e boa leitura!
Atividade física para pessoas que sofrem de osteoporose, artrose ou lombalgia
A atividade física é algo muito prazeroso na rotina de muita gente. Porém, é comum que em alguns momentos haja uma interrupção e, na hora de retomá-las, os pacientes tenham um grande receio de se lesionarem.
Mas, isso não é motivo para continuar parado! Pacientes que sofrem com problemas relacionados à osteoporose, artrose ou lombalgia são muito beneficiados com a prática de atividades físicas e não devem ficar muito tempo sem praticá-las.
Entre os benefícios dos exercícios físicos para essas pessoas podemos citar: redução das dores, melhora do equilíbrio, mais disposição e energia e principalmente aumento da força muscular.
Falando em força muscular, segundo o reumatologista e fisiatra Haim Maleh do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB), a força muscular atinge o seu ápice entre os 20 e 30 anos de idade e começa a reduzir a partir dos 60 anos. “A partir dessa idade, há uma perda de 15% da força a cada década subsequente. Um senhor de 80 anos tem uma perda de 30%, por exemplo, e isso pode comprometer sua qualidade de vida”. Ou seja, não há motivos para não se exercitar!
É claro que, após uma grande pausa, o funcionamento do corpo passa por mudanças e, independentemente da intensidade dos treinos que se praticava, será necessário um novo período de adaptação. Sim, caso esse tempo não seja respeitado de maneira correta, lesões poderão ocorrer. Por isso, antes de recomeçar, é preciso seguir algumas regras e cuidados importantes.
Dicas para retornar às atividades físicas
Fale com seu médico
Antes de recomeçar, o primeiro passo é fazer um check-up preventivo e conversar com seu médico para que ele indique quais atividades você poderá praticar e com qual intensidade.
Alongue-se
O alongamento é fundamental para evitar lesões e maximiza o desempenho.
No mais, após longos períodos de inatividade, os músculos ficam retraídos e alongar-se de 10 a 15 minutos antes e depois do treino é uma ótima maneira de soltar e preparar a musculatura para os exercícios.
Devagar e sempre
Por fim, todo recomeço de prática de atividade física precisa ser leve e gradativo para que o corpo possa ir se adaptando e evoluindo.
Não tenha pressa, assim os riscos de lesões serão menores e os resultados melhores e mais eficazes.
Cuide da dieta
A atividade física deve vir acompanhada de uma dieta equilibrada, com a ingestão adequada de calorias para reparar e dar combustível aos músculos. Se exercitar sem comer ou não se alimentar direito são os principais fatores que atrapalham na hora de ver os resultados.
Assim, não deixe de procurar um nutricionista para fazer um bom planejamento nutricional.
Descanse
Tão importante quanto o exercício é o período de descanso, já que os benefícios da atividade física não ocorrem durante a sua realização, mas sim ao seu término.
Se os músculos estiverem parcialmente recuperados do treinamento anterior, em vez de benefícios e evolução, haverá danos, regressão e o risco de lesões.
Agora que você já sabe que é possível sim voltar às atividades físicas sem riscos de lesão, escolha aquela que mais combina com você de acordo com as recomendações do seu médico. Saiba que aqui no CREB oferecemos pilates associado a técnicas específicas de alongamento e fortalecimento muscular com o RPG.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619