A artrite reumatoide: tratamento pode devolver qualidade de vida perdida
A artrite reumatoide acomete jovens, meia idade e pessoas da terceira idade. Principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, atingindo as articulações e provocando dores intensas e até mesmo a impossibilidade de realização de determinados movimentos. Par...
A artrite reumatoide acomete jovens, meia idade e pessoas da terceira idade. Principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, atingindo as articulações e provocando dores intensas e até mesmo a impossibilidade de realização de determinados movimentos. Para uma pessoa com artrite reumatoide, muitas vezes realizar uma atividade tão cotidiana como escovar os dentes é um transtorno.
– Acredita-se que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que não é verdade em absoluto. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente, muitas vezes jovem, e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas articulações com ou sem calor, edema e/ou vermelhidão no local, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”, explica o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A artrite reumatoide é a inflamação nas articulações, que geralmente ocorre de modo simétrico, ou seja, envolve a articulação do lado direito e esquerdo. Um dos sintomas comuns da doença, além da dor constante, é uma fadiga inexplicável e rigidez após períodos de inatividade, principalmente pela manhã. A doença é diagnosticada pelo reumatologista a partir de exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas, o que pode em muito ajudar para o diagnóstico diferencial de outras doenças articulares. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório, pontua o Dr. Camilo.
– O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia ,acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas do CREB. É possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, mesmo sendo a doença de longa evolução. A boa notícia é que atualmente temos no arsenal medicamentoso a possibilidade de evitar a dor, deformidade e mesmo fazer com que a doença entre em remissão, o que é praticamente estar curada – explica o médico.
Como é possível diagnosticar a fibromialgia?
Dores musculoesqueléticas difusas, sentidas em vários músculos, tendões e articulações, cansaço, sensação de fadiga, dor de cabeça, dificuldade de concentração, períodos de diarreia ou prisão de ventre, dor abdominal, sono não reparador e até mesmo depressão. Estes são os principais sintomas da fibromialgia, uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória.
“O diagnóstico da fibromialgia é clínico apenas. O médico vai se basear no histórico do paciente e no exame físico. Por isso, é preciso procurar um reumatologista realmente experiente. Nós, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – seguimos a orientação do Colégio Americano de Reumatologia para Fibromialgia, cujos critérios de classificação avaliam a presença de dor difusa pelo corpo em pontos dolorosos”, informa o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB.
A fibromialgia é uma doença pouco conhecida
O reumatologista do CREB afirma que a fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida pela medicina. Segundo ele, os sintomas podem aparecer gradualmente ou mesmo de repente, sem que se saiba o porquê. “Sabemos que a fibromialgia é fruto de várias causas, que podem ser inter-relacionadas. Não temos, ainda, evidências de que seja uma doença genética, mas um importante estudo realizado em 2004 demonstrou que uma pessoa que é parente de alguém diagnosticado com a doença tem oito vezes mais chances de desenvolver a fibromialgia. Parece haver um padrão hereditário”, explica o Dr. Sérgio.
Ele cita uma outra pesquisa que apontou que um adulto com trauma no pescoço tem dez vezes mais chances de ser acometido pela doença em um período de um ano. Outra evidência importante é que vários pacientes acometidos pela doença apresentam baixos níveis de hormônios, como cortisol e andrógenos, por isso os médicos consideram os desequilíbrios hormonais para entender a fibromialgia.
“As deficiências de vitaminas são um dos motivos para a dor e a fadiga que o acometido sente. Também consideramos o estresse crônico, fonte de inflamação, desequilíbrio hormonal e muito prejudicial para o ciclo do sono. Esse estresse contínuo proporcionaria uma espécie de efeito dominó, atuando sobre todos os processos naturais do corpo, inclusive dor. Pacientes de fibromialgia tendem a ter níveis mais baixos de alguns neurotransmissores e endorfinas, e isto pode deixá-los mais vulneráveis à dor”, acrescenta.
Acupuntura e hidroterapia para a fibromialgia
A boa notícia, diz o reumatologista do CREB, é que embora ainda seja uma doença pouco conhecida pela comunidade médica, é possível devolver ao paciente da fibromialgia a qualidade de vida perdida. O tratamento é medicamentoso e fisioterápico e o CREB adota, com muito sucesso, protocolos que incluem acupuntura e hidroterapia, entre outros. A hidroterapia, fisioterapia realizada em piscina aquecida, auxilia no relaxamento muscular, alívio da dor e restabelecimento da mobilidade articular.
Lesões por Esforço Repetitivo
LER/DORT. Essas pequenas siglas, que significam Lesões por Esforço Repetitivo e Distrúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, trazem problemas tão grandes que em alguns países da Europa tomaram proporções epidêmicas em determinadas categorias profissionais. No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre essas síndromes, mas sabe-se que trata-se de um dos principais motivos que leva o afastamento dos profissionais de seu trabalho.
Movimentos repetitivos, aplicação de força principalmente com as mãos, levantamento e transporte de peso, postura inadequada e stress relacionado às condições psicossociais do local de trabalho são alguns dos principais agentes causadores de LER/DORT. “Também é predominante e fator de risco a quantidade de tempo em que um trabalho é feito,a intensidade da força aplicada, exposição ao frio e o trabalho numa mesma posição por um longo período”, acrescenta Tatiana Matos Galvão de Barros, fisioterapeuta do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo a fisioterapeuta do CREB, diagnosticar a LER/DORT é difícil, pois são vários os sintomas apresentados. “As principais características da LER/DORT são queixas de dor, espontânea ou decorrente de movimentação, fraqueza, cansaço, dormência e formigamento, dificuldades no uso de membros, em particular das mãos, presença de tendinite, tenossinovite, peritendite, estenossante, síndorme do túnel do capor, síndorme cervical, entre outras doenças ortopédicas, além de presença de síndrome miofascial, mialgia, síndrome da tensa do pescoço, entre outras”.
A boa notícia, garante Tatiana, é que a fisioterapia dispõe, hoje, de vários recursos que podem vencer a luta contra a síndrome, como recursos eletrotermofototerapêuticos com ações antiinflamatórias, recursos manipulativos, alongamentos e recursos posturais. “No CREB, todo o trabalho de fisioterapia é coordenado por médicos fisiatras, reumatologistas e ortopedistas.E temos protocolos de tratamentos com resultados rápidos, como hidroterapia, acupuntura e RPG”, explica ela.
– O principal na luta contra a LER/DORT sem dúvidas é o trabalho de prevenção. É preciso buscar o fortalecimento dos músculos e a melhor postura. Temos um trabalho forte de prevenção e a utilização do RPG – Reeducação Postural Global – neste caso, por exemplo, é muito importante. Profissionais mais expostos, como aqueles que trabalham o dia inteiro sentados em frente a um computador, ou numa central de atendimento telefônico, devem procurar um médico para que se faça uma avaliação – finaliza Tatiana.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619