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Método Maitland, no combate à dor

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Aliviar a dor é o principal objetivo do método Maitland, um tratamento fisioterápico não embasado apenas em uma técnica de mobilização articular em si, mas sim uma “filosofia” que engloba a avaliação e o tratamento, que defende o raciocínio clínico b...

Aliviar a dor é o principal objetivo do método Maitland, um tratamento fisioterápico não embasado apenas em uma técnica de mobilização articular em si, mas sim uma “filosofia” que engloba a avaliação e o tratamento, que defende o raciocínio clínico baseado principalmente nos achados clínicos. “Esse método é utilizado para aliviar dores e liberar com segurança determinadas estruturas, apresentando o objetivo de restaurar os movimentos e a amplitude de movimento normal, melhorando, assim, a função do indivíduo”, explica o fisioterapeuta Thiago Coutinho, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O fisioterapeuta explica que o tratamento é comumente indicado para pacientes com disfunções neuromusculoesqueléticas (podendo estar envolvidas as articulações periféricas e/ou da coluna vertebral, além da articulação temporomandibular – ATM). “O grande impacto do conceito Maitland não reside nas técnicas, mas sim no processo de avaliação clínica meticulosa que permite, inclusive, que quaisquer outras modalidades de mobilização ou manipulação possam ser agregadas, aplicadas e reavaliadas sem comprometer em absolutamente nada o processo de raciocínio clínico. Porém, essas técnicas são preferencialmente usadas para tratamento de disfunções da coluna vertebral”, finaliza ele.

No CREB, o conceito Maitland é, muitas vezes, associado ao RPG e ao Pilates , procurando utilizar essas técnicas preferencialmente para tratamento de disfunções da coluna vertebral, o que traz relaxamento, alívio e bem estar ao paciente. Os resultados alcançados têm sido excelente, ressalta Coutinho.


A Utilização do Gelo em Lesões Ortopédicas

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A utilização do gelo como proposta terapêutica para o alívio da dor é denominada crioterapia.

A utilização do gelo como proposta terapêutica para o alívio da dor é denominada crioterapia, e até hoje alvo de controvérsias em relação a sua utilização. Desde a Grécia e Roma Antiga já se utilizavam neve e gelo com finalidades terapêuticas, prática que passou a ser difundida há muito tempo no meio veterinário, como forma de auxiliar na recuperação muscular dos membros inferiores de cavalos de corrida. No início da década de 60 que surgiram os primeiros estudos científicos realizados com o uso da crioterapia algumas horas após a ocorrência de lesões.

Apesar de ser considerado um anti-inflamatório natural, o gelo nem sempre diminui a resposta inflamatória, como se acredita no meio esportivo, mas reduz os sintomas e sinais clássicos da inflamação: dor, inchaço (edema), vermelhidão (rubor), aumento da temperatura local, e diminuição da função do membro ou da articulação. Portanto, sua indicação na fase inicial do tratamento é restrita principalmente ao controle da dor e do edema, além de causar uma diminuição do consumo de oxigênio consequente à lentificação do metabolismo, fenômenos que ocorrem devido à diminuição do potencial de ação, ou seja, menor transmissão de impulsos nervosos.

Efeitos da aplicação do Gelo no foco da Dor

Os principais efeitos da aplicação do gelo (crioterapia) são a diminuição da dor (analgesia) e do espasmo muscular, sendo que diversas teorias são propostas por pesquisadores para explicar estes efeitos. As formas de aplicação são variadas: bolsas com gelo, bolsas de gel congelado, bolsas químicas, imersão em água gelada, massagem com gelo, além de sprays com efeito congelante, todas elas utilizadas em ciclos de 15 a 20 minutos a cada hora.

Existem algumas precauções que devem ser adotadas quando da utilização de gelo, como evitar regiões com grandes nervos superficiais (por exemplo, no lado externo do joelho junto à cabeça do osso da fíbula), regiões sensíveis como extremidades de mãos e pés, e nunca dormir com uma bolsa de gelo junto a qualquer parte do corpo.

Ainda que sua utilização seja controversa, eu utilizo e recomendo gelo tanto na fase aguda quanto nas fases crônicas no tratamento de lesões ortopédicas. 

Por Mauricio Garcia


Você é jovem e sente dor lombar e rigidez matinal? Pode ser espondilite anquilosante

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Você é jovem e sente dor lombar e rigidez matinal? Estes podem ser sintomas da espondilite anquilosante

Se você é jovem, na faixa entre 20 e 30 anos, e tem acordado no meio da noite, por conta de dor lombar, e acorda com sensação de rigidez, o ideal é que consulte um reumatologista. Este é um quadro muito comum de espondilite anquilosante, uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros. Cada vez é maior o número de jovens com este quadro que procuram o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – com esta queixa.

O Dr. Camilo Tubino Schuindt, reumatologista do CREB, explica que a espondilite anquilosante também pode provocar dor constante nas nádegas (além da coluna lombar), por mais de três meses, com a sensação de rigidez nos locais doloridos. “A doença também pode atingir os olhos, resultando em uma uveíte, inflamação que resulta em vermelhidão e dor ocular“, pontua ele, destacando que homens são três vezes mais afetados.

Repouso pode piorar a espondilite anquilosante

A espondilite anquilosante acomete principalmente jovens por volta dos 25 anos, mas também acontece com jovens que ainda não completaram 16 anos e pessoas com mais de 45 anos, embora ambos os casos sejam menos comuns. O reumatologista do CREB explica que as dores aparecem principalmente pela manhã, e o repouso pode piorar a situação. “Pode parecer incrível, mas repousar piora o quadro. A prática de exercício físico é fundamental”, garante ele.

O Dr. Camilo diz que a doença tem predisposição genética. O tratamento, aponta, prevê fisioterapia e prescrição de remédios específicos. A hidroterapia e o RPG podem ajudar muito no tratamento da espondilite anquilosante, além do tratamento fisioterápico. A acupuntura pode ser utilizada para tratar da dor. O tratamento medicamentoso é fundamental, sendo os imunobiológicos os medicamentos fundamentais para o controle da doença. “O acometido pela doença precisa procurar um reumatologista ao menor sinal dos sintomas. É importante que utilize um colchão firme, sem depressões. Uma boa dica é colocar uma tábua entre o colchão e o estrado”, finaliza o reumatologista do CREB.

 



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