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Existem mais de 100 tipos de reumatismo, que acometem crianças, jovens adultos e idosos

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Mais de 12 milhões de brasileiros, contabiliza o Ministério da Saúde, sofrem devido a doenças reumáticas, entre as quais a mais comum é a atrite reumatóide. E engana-se quem pensa que trata-se de uma enfermidade que acomete apenas pessoas da terceira idade. Entre 2010 e setembro de 2011, aponta estudos do Ministério da Saúde, 33.852 pacientes foram internados em decorrência desta doença, com maior prevalência de mulheres entre 30 e 40 anos. Os dados são considerados alarmantes e por isso o Ministério da Saúde realiza, todo dia 30 de outubro, o Dia Nacional da Luta contra o Reumatismo, com ações em todo o país.

“Existem mais de 100 doenças reumáticas e a maioria delas começa com uma simples dor nas juntas, que pode ser uma tendinite, um problema de coluna ou mesmo uma artrite reumatóide. E, ainda assim, muita gente prefere acreditar que trata-se de uma dorzinha passageira e não procura a ajuda de um médico reumatologista. O problema é que aquela dorzinha passageira às vezes não passa e, mais do que isso, acaba por se transformar em um problema de saúde mais sério”, explica o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, “os sintomas dos mais diferentes tipos de reumatismo podem se confundir entre si, bem como com dores comuns no dia-a-dia das pessoas. Apenas um especialista está apto a diagnosticar o paciente. Se a pessoa sentir dor nas articulações e/ou músculos, dor na coluna vertebral, rigidez articular e edema nos músculos, tendões e articulações deve procurar um médico reumatologista”.

Idade avançada, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e ingestão de medicamentos podem contribuir para o surgimento da doença, aponta o médico. Um especialista deve ser logo procurado assim que forem identificados os primeiros sintomas de doenças reumáticas, como dor nas articulações, acompanhada de vermelhidão, inchaço, calor ou dificuldade para movimentá-las, sobretudo pela manhã.

“Um diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem diminuir os riscos de incapacidade física. Temos mais de cem tipos diferentes de doenças reumáticas, que comprometem ossos, cartilagens, articulações e músculos e a maioria começa com uma pequena dor e inflamação nas articulações. Exatamente por confundir o início de uma doença reumática com uma pequena dor cotidiana, o paciente não procura o médico e a doença acaba sendo diagnosticada tardiamente. Isso não é bom porque o tratamento deve começar o quanto antes”, explica o Dr. Eduardo.

O médico do CREB faz questão de ressaltar que reumatismo não é uma doença de idosos. Grande parte das mais de cem doenças reumáticas, diz ele, atinge pessoas de todas as idades, inclusive jovens e crianças. “A artrite reumatóide juvenil acomete, por exemplo, adolescentes com menos de 16 anos de idade e apresenta sintomas como rigidez matinal e dificuldade no andar”. Ele também pontua que o reumatismo não é uma doença sazonal, ou seja, cujos sintomas aumentariam na época de frio.

– As várias formas de reumatismo têm tratamento e através de diversos protocolos de reabilitação e tratamento medicamentoso o paciente pode ficar muito bem e ter uma qualidade de vida muito melhor – garante.


Prevrefrat CREB: objetivo é reduzir a refratura, tratando a fratura prévia

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“Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. A causa mais frequente de fragilidade óssea é uma doença chamada osteoporose. Um paciente com fratura por...

“Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. A causa mais frequente de fragilidade óssea é uma doença chamada osteoporose. Um paciente com fratura por baixo trauma têm quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado”. A declaração é do ortopedista Bernardo Stolnicki, responsável pelo Departamento de Doenças Osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do PREVREFRAT (Programa de Prevenção a Refraturas) do CREB.

De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril

Segundo ele, os Programas de Prevenção a Refraturas são as mais eficazes ferramentas contra a refratura. “O Prevrefrat CREB consiste em diagnosticar adequadamente a causa da fratura por fragilidade, estabelecendo diretrizes e parâmetros de tratamento, acompanhamento e monitoração dos resultados, num ambiente multidisciplinar”, disse ele, que acaba de chegar do 48º CBOT 2016 – Congresso Brasileiro de Ortopedia, em Belo Horizonte, onde deu uma palestra sobre prevenção secundária de fraturas e também foi o moderador da mesa redonda moderna “quanto tempo tratar – drug hollyday”.

Com chancela da Agência Nacional da Saúde – ANS, o Prevrefrat CREB tem como objetivo reduzir a refratura, tratando quem já teve uma fatura prévia. “A osteoporose atinge tanto homens quanto mulheres principalmente depois dos 50 anos. A doença apresenta o aumento da fragilidade óssea e, assim, o paciente está mais exposto a fraturas. As estatísticas contabilizam que, no mundo inteiro, uma fratura osteoporótica ocorre a cada três segundos. Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terão fraturas osteoporóticas, assim como um em cada cinco homens. Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. Um paciente com fratura por baixo trauma têm quase quatro vezes maior risco para futuras fraturas. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado”, explica o ortopedista.


Uma em cada cem pessoas são acometidas pela artrite reumatoide

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Rigidez nas articulações, inchaço e dores, principalmente nas mãos e nos pés

São sintomas esses que podem provocar muita dor e até mesmo incapacidade funcional, tornando atividades simples e cotidianas, como abotoar um sutiã ou escovar os dentes, em tarefas quase impossíveis de se cumprir. Esse é um possível quadro de artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica e autoimune que acomete uma em cada 100 pessoas.

A boa notícia é que a doença, sem causa totalmente conhecida, tem tratamento, que devolve a qualidade de vida perdida. “Mais de dois milhões de brasileiros são acometidos pela artrite reumatoide. As estatísticas mostram a importância que esta doença tem e o tamanho de seu alcance. Um por cento da população sofre da artrite reumatoide, mas mulheres entre 40 e 60 anos são duas vezes mais acometidas do que os homens”, revela a Dra. Liseth Acochiri Guitierrez, reumatologista do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O que é artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, segundo a reumatologista do CREB. Ela explica que a doença pode estar relacionada a fatores genéticos e fatores do meio-ambiente, principalmente o tabagismo. A Dra. Liseth acrescenta que a doença não tem cura e pode provocar dores, rigidez, vermelhidão e inchaço e deformidades nas articulações, especialmente dos joelhos, quadris, dedos, tornozelos, cotovelos e ombros.

“Engana-se quem imagina que se trata de uma doença da terceira idade. Cada vez mais jovens procuram o CREB queixando-se destes sintomas, e são diagnosticados com artrite reumatoide. Em geral, o paciente tem sensação de rigidez e dores nas juntas, logo pela manhã. Se este for o caso, um reumatologista deve ser procurado o quanto antes porque quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, melhor será a resposta”, avisa ela.

A artrite reumatoide tem tratamento

A artrite reumatoide não tem cura, mas a reumatologista do CREB garante que o tratamento correto preserva a capacidade funcional do paciente e lhe devolve a qualidade de vida perdida. “Muitas vezes, uma atividade cotidiana tão simples quanto pegar uma garrafa e encher um copo de água ou mesmo pentear os cabelos se torna um suplício para o acometido pela doença. Utilizamos, no CREB, protocolos que podem incluir acupuntura, par aliviar a dor, hidroterapia e RPG. Também recomendamos o uso de medicamentos específicos, desde imunossupressores até os imunobiológicos, que aliviam os sintomas e previnem a progressão das deformidades das articulações”, enumera, acrescentando que a artrite reumatoide também pode acometer os olhos e o pulmão.



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