Uma em cada quatro mulheres são acometidas pela osteoporose após a menopausa
"Uma em cada cinco mulheres que já foram vítimas de uma fratura sofrerão outra em um espaço de tempo inferior a um ano".
Caracterizada pela diminuição da massa óssea, o que provoca o enfraquecimento e a fragilidade do osso, com maior possibilidade de fratura, a osteoporose acomete mais de 10 milhões de pessoas no Brasil. As estatísticas apontam que uma em cada quatro mulheres que já chegaram a menopausa é acometida pela doença, ou seja, 25% delas têm osteoporose. E mais: uma em cada cinco mulheres que já foram vítimas de uma fratura sofrerão outra em um espaço de tempo inferior a um ano.
Estes números revelam o quão sério é o assunto. “A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa. Muitas vezes, só é diagnosticada após um quadro de fratura. Mas a doença pode ser diagnosticada com precisão e de forma precoce. Um exame chamado densitometria óssea, que dispomos no CREB, pode identificar uma perda da massa óssea de menos de 1%. Para se ter uma ideia, um raio-x só detecta a doença quando já há perda de pelo menos 30% da massa óssea”, explica a ortopedista Letícia Junqueira Morelli, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Dieta rica em cálcio contra a osteoporose
A identificação precoce da osteoporose permite tratá-la com muito mais assertividade. “Infelizmente, é muito comum que a osteoporose só seja identificada após uma fratura, daí a importância da densitometria óssea. Dores e diminuição da altura podem estar associadas à doença. Os principais fatores de risco são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticoides; e quem tem problema de tiroide”, alerta a Dra. Letícia.
Ela explica que a adoção de uma dieta rica em cálcio é fundamental: mulheres adultas devem ingerir ao menos 1000 mg de cálcio por dia. Os alimentos mais ricos em cálcio são o leite, iogurte natural com pouca gordura, o queijo ricota, o queijo suíço, o queijo provolone e sorvete cremoso de baunilha. Outras fontes secundárias de cálcio são sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis, entre outros.
RPG, exercício físico, vitamina D e reposição hormonal
A ingestão de vitamina D também é fundamental, acrescenta a médica do CREB, e deve ser feita sob orientação médica e por meio de banhos de sol diários. A prática regular de exercício físico também. “A pessoa acometida pela osteoporose precisa ter uma boa qualidade muscular para a sua coluna. A hidroterapia pode ser excelente, bem como o RPG. É preciso se fortalecer porque ajuda a prevenir quedas”, explica a ortopedista.
Homens também podem ser acometidos pela osteoporose?
Conhecida como uma doença silenciosa, que geralmente aparece apenas quando acontece a fratura, a osteoporose acomete principalmente mulheres na menopausa e na terceira idade. Uma em cada três mulheres acima dos 45 anos desenvolve a doença. A incidência da doença vai de 14% a 29% em mulheres com mais de 50 anos e pode chegar a 73% em mulheres com mais de 80 anos. Mas será que os homens também podem ser acometidos pela osteoporose?
“É um erro acreditar que a osteoporose é uma doença exclusiva em mulheres. Ela acomete tanto homens quanto mulheres. Em geral, as mulheres tendem a sofrer de osteoporose mais cedo que os homens, devido a baixa hormonal na fase da menopausa. Essa baixa provoca uma perda da massa óssea em média dez anos antes dos homens”, explica o Dr. Eduardo Sadigurschi, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O que é osteoporose?
A osteoporose causa o enfraquecimento dos ossos e o perigo maior é que uma simples queda pode provocar uma fratura. As principais causas da doença são a deficiência de cálcio, o envelhecimento, a menopausa e doenças autoimunes, entre outras. Diz-se que é uma doença silenciosa porque na maior parte das vezes só se percebe a osteoporose quando a pessoa cai e fratura um osso.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de dez milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose. Segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF), este número passa de 200 milhões de mulheres portadoras da doença em todo o mundo, com mais de nove milhões de fraturas anuais, o que significa uma fratura a cada três segundos. A Sociedade Brasileira de Reumatologia diz que em 2020 tínhamos um quadro de 140 mil pessoas com fraturas osteoporóticas de quadril ao ano. Tais números apontam o quão séria e perigosa é esta doença.
Prevenindo a osteoporose
Segundo o reumatologista do CREB, tais números poderiam ser bem menores se as pessoas procurassem um médico regularmente e fizessem um exame chamado densitometria óssea, que pode indicar a condição de osteoporose com dez anos de antecedência. Esse exame, disponível no CREB, não invasivo e indolor, deve ser realizado por homens e mulheres já na faixa dos 40 anos e ajuda na prevenção da doença.
O Dr. Eduardo diz que os cuidados na prevenção são os mesmos entre homens e mulheres. “Recomendamos uma dieta balanceada, rica no consumo de cálcio, suplementação de vitamina D, a prática de atividade física regular e a abstenção de fatores nocivos, como o consumo excessivo de álcool, fumo e cafeína. Procurar um médico e fazer a densitometria óssea é fundamental porque podemos nos adiantar em dez anos e realizar um forte de trabalho de prevenção”, finaliza ele.
Qualidade de vida na terceira idade
Catarata, osteoporose, artrose… essas são apenas três das várias doenças que são percebidas pela maioria das pessoas como males que acometem apenas pessoas da terceira idade.
Trata-se de um mito. É verdade que o envelhecimento traz um desgaste natural do nosso corpo, e isso pode provocar uma série de enfermidades, mas adoecer não de ver considerado algo natural apenas porque a pessoa atingiu a terceira idade. A expectativa de vida da população mundial vem crescendo, o que é um indicativo de que é possível, sim, viver mais e com qualidade de vida. No Brasil, a expectativa de vida está em 75,5 anos, de acordo com levantamento feito em 2015.
Prevenção é sempre o melhor remédio
– Cada vez mais é possível se viver com qualidade, mesmo na terceira idade. O idoso sabe que pode ser acometido por alguma enfermidade, isso faz parte da vida, mas se essa doença for diagnosticada e tratada, sua qualidade de vida pode não ser comprometida – afirma a Reumatologista Liseth Acochiri, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo a médica, a associação entre velhice e doença não deve ser de causa. A Dra. Liseth pontua que muitas vezes a pessoa tem um problema por 20, 30 anos, e não procura o devido tratamento, o que certamente irá trazer sérios problemas na velhice. O lema, diz ela, é: a prevenção é sempre o melhor remédio.
– A osteoporose é um excelente exemplo para falarmos dessa questão. Você sabia que existe um exame, chamado densitometria óssea, que disponibilizamos aqui no CREB, que pode indicar mostrar o enfraquecimento dos ossos dez anos antes? Assim, podemos tratar e manter a qualidade de vida da pessoa. No CREB temos o Prevrefrat, um programa de prevenção da refratura, cujo objetivo é exatamente o de prevenir uma nova fratura. Enfim, é possível garantir a qualidade de vida na terceira idade, mas a pessoa precisa se tratar e manter hábitos saudáveis, como uma alimentação regrada e rica em cálcio, fazer atividade física regular orientada, pegar sol, evitar o sobrepeso, se ocupar e ir ao médico – afirma ela.
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