Capsulite adesiva. O que é e como tratar
Capsulite adesiva. O que é e como tratar
Também popularmente chamada de “ombro congelado “, a capsulite adesiva é um problema caracterizado pela grande restrição de movimento dessa articulação associado a um importante quadro de dor. A capsulite adesiva é causada por um processo inflamatório que ocorre na cápsula articular do ombro, resultando em seu espessamento e fibrose, restringindo a movimentação dessa articulação.
Segundo o ortopedista Ricardo Sheps, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – a doença acomete principalmente mulheres após 55 anos, sendo raro o seu aparecimento antes dos 40 anos de idade.
- O ombro é uma articulação formada por cápsula articular, que tem uma consistência elástica. A capsulite adesiva, ou ombro congelado, pode ser causada após um trauma nessa articulação, após um procedimento cirúrgico e, ainda, após longos períodos de imobilização do ombro. Também observa-se o surgimento da doença em pacientes com algumas doenças, como diabetes, problemas na tireoide e doenças autoimunes – explica o ortopedista do CREB
Sintomas e tratamento da capsulite adesiva
De acordo com o Dr. Ricardo, dentre os sintomas da doença observa-se a presença de dor articular combinado com grande restrição para realizar os movimentos do ombro e braço. O quadro pode durar por até 24 meses. Ele pontua que a capsulite adesiva é uma doença autolimitada, que se resolve sozinha após vários meses.
- A fisioterapia é fundamental para o tratamento dos pacientes. Inicialmente, devemos optar por medidas para o controle da dor, porém a parte principal do tratamento é a realização de fisioterapia, visando o restabelecimento dos movimentos do ombro, através da cinesioterapia – conclui ele.
Cuidados com a Saúde no Trabalho: Prevenção de Dores na Coluna e nas Pernas
No ambiente de trabalho, o cansaço e o estresse são comuns, mas muitos trabalhadores enfrentam exaustão e dores na coluna ou pernas ao final do dia. Motoristas de táxi, cobradores, vendedores e seguranças são alguns dos profissionais que passam horas sentados ou em pé. Essa situação é agravada pelo excesso de peso, má postura e falta de atividade física.
Dores na coluna e nas pernas devem ser tratadas por um especialista assim que surgirem. Automedicar-se não é recomendado, pois apenas um profissional qualificado pode fornecer um diagnóstico preciso. O CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo - oferece um programa abrangente de tratamento, que inclui hidroterapia, RPG, Acupuntura, Manipulação Vertebral/Osteopatia, Ginástica Corretiva, Eletroterapia, Cinesioterapia e Terapias Manuais. Os tratamentos são personalizados, visando solucionar uma variedade de problemas relacionados à coluna vertebral.
Segundo o ortopedista Dr. Márcio Taubman, esses profissionais devem estar atentos, pois têm maior probabilidade de desenvolver alterações e lesões, como tendinite no punho e ombro, epicondilite (problemas no cotovelo) e outros problemas na coluna. Ele destaca a importância de aprender a sentar corretamente, mesmo em cadeiras que não são ergonômicas. Uma pequena almofada rígida pode ser utilizada para preencher o espaço entre a coluna e o encosto da cadeira.
Além disso, é fundamental realizar alongamentos regulares a cada duas horas durante o expediente. Vendedores, por exemplo, que passam a maior parte do dia em pé, podem sofrer dores frequentes que se irradiam para os membros inferiores. É aconselhável usar calçados confortáveis e com amortecimento. Consultar um especialista para avaliação e orientação é sempre recomendado. A prevenção é o melhor remédio, conclui o ortopedista do CREB.
Exercícios regulares são fundamentais para combater a osteoporose
Caracterizada pela perda de massa óssea e enfraquecimento dos ossos, a Osteoporose torna as pessoas mais vulneráveis a fraturas, especialmente no punho, no quadril e na coluna. O tratamento da osteoporose prevê uma alimentação rica em cálcio, prescrição de medicamentos e a prática de exercícios físicos regulares. “Se a pessoa tem a tendência de ter a doença, não poderá evitá-la. Mas poderá retardá-la, buscando uma melhor qualidade de vida. Realizar exercícios físicos regularmente, tomar sol sempre e buscar uma dieta rica em cálcio são atitudes fundamentais na prevenção. Realizar um exame chamado densitometria óssea também ajuda muito em um tratamento de prevenção”, alerta Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. A seguir, preparamos um guia de exercícios físicos que, praticados regularmente, ajudam na resistência dos ossos:
1. Caminhada
É a melhor forma de aquecimento para as atividades físicas. O ideal é praticá-la ao ar livre, pois o organismo sintetiza vitamina D e absorve cálcio no contato com o sol.
Caminhe movimentando os braços para cima e para baixo.
Movimento os braços para os lados, levantando-os até a altura do ombro.
Levante bem as pernas, como se você estivesse marchando, mas de forma delicada, evitando impactos.
2. Alongamento
Busque ficar o mais reto possível. Encoste o primeiro braço nas costas, passando-o ao lado da cabeça, e o outro braço, pela cintura, até alcançar as costas. Faça o mesmo mudando os braços. Repita o movimento 10 vezes para cada lado.
Estenda os braços e junte as mãos acima da cabeça, voltando à posição normal. Agora junte as mãos atrás das costas. Repita 10 vezes.
Estique a perna que será alongada para trás e leve o corpo para frente. Faça um apoio com os braços na perna que estiver à frente. Inverta os lados.
3. Exercício para a coluna
Mantenha os braços rentes ao corpo e incline o tronco para um lado e para o outro. As mãos não devem ultrapassar a altura dos joelhos. Coloque os braços para trás do corpo, abrindo e fechando-os vagarosamente.
4. Exercício para o punho
Com a palma da mão para baixo, dobre e estique os punhos. Repita o mesmo movimento com as palmas das mãos para cima. Abra e feche os dedos das mãos com força.
5. Exercícios para o joelho, tornozelo e quadril
Certifique-se que está em um local fixo e bem firme. De pé, abra uma das pernas para o lado, cruzando na frente e, depois, atrás. Troque a perna.
Dobre bem uma das pernas para trás, na direção das nádegas. Troque a perna.
Estique a perna e gire o pé para dentro e para fora. Troque de perna.
Fique de pé, na ponta dos calcanhares e, depois, na ponta dos pés.
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