Pilates e hidroterapia são recomendadas no combate à fibromialgia
Dor difusa pelo corpo, cansaço, desânimo, insônia, depressão, ansiedade, enxaqueca, dores do intestino, sensação de sono não restaurador e sensibilidade maior ao frio. Esses são os principais sintomas da fibromialgia, uma das doenças reumatológicas q...
Dor difusa pelo corpo, cansaço, desânimo, insônia, depressão, ansiedade, enxaqueca, dores do intestino, sensação de sono não restaurador e sensibilidade maior ao frio. Esses são os principais sintomas da fibromialgia, uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes aos consultórios médicos e que atinge de 3% a 5% da população, entre os quais de 80% a 90% mulheres na faixa entre 30 e 60 anos.
“A verdade é que a fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Não é simples estabelecer seu diagnóstico, pela falta de objetividade de exames radiológicos e laboratoriais nesse caso específico. Muitas vezes é necessária a exclusão de outras doenças reumatológicas. Apenas um reumatologista ou fisiatra experiente está apto a diagnosticar a doença, e para isso ele vai se basear em aspectos clínicos, na avaliação do histórico do paciente e de sua família e no exame físico”, explica o Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Dr. Haim Maleh.
Ainda não se sabe a causa da doença, mas é possível tratar com sucesso os sintomas e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. Além de medicação específica, recomenda-se atividade física orientada. “No CREB, contamos com protocolos que incluem hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, acupuntura e pilates terapêutico, entre outros procedimentos, individualizando o tratamento segundo as necessidades de cada pessoa. Temos tido ótimos resultados. O paciente pode levar uma vida normal, sem dor e sem os demais sintomas”, garante ele.
O paciente deve se comprometer com o tratamento e ser disciplinado
Segundo o Dr. Haim, o paciente deve se comprometer com o tratamento e ser disciplinado, para que alcance o sucesso desejado. O acompanhamento com o reumatologista ou fisiatra é essencial. A hidroterapia e o pilates são atividades físicas indicadas pois respeitam as limitações do paciente. “A hidroterapia é feita em piscina com água aquecida, entre 32 e 34 graus, e isso ajuda na realização dos alongamentos e a mobilidade articular. A água quente ajuda a relaxar o corpo e os músculos. Já o pilates terapêutico é uma atividade física muito prazerosa, e pode ser realizada por qualquer um, ao seu ritmo. São duas ótimas alternativas para pacientes que não conseguem praticar atividades físicas por conta das dores causadas pela fibromialgia”, afirma o Dr. Haim.
CREB oferece acupuntura, com profissionais devidamente habilitados
Conhecida há mais de três mil anos, a acupuntura é utilizada no mundo inteiro para os mais variados tipos de tratamento e alívio da dor.
Na técnica, utilizam-se agulhas com a espessura de um fio de cabelo que são aplicadas sobre pontos pré-determinados por um especialista. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – dispõe da terapia, realizada em ambiente propício, com todo conforto e tranquilidade para o paciente.
– A acupuntura promove uma neuromodulação de tudo que envolve o sistema nervoso central e periférico da pessoa. Além de provocar o alívio da dor, a acupuntura atua sobre a hipertensão arterial, transtornos do sono, síndromes de equilíbrio, asma, alergias, refluxos gástricos, disfunção erétil, incontinência urinárias e muitas outras patologias – explica o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense.
A acupuntura pode ser aplicada em tratamentos para fibromialgia, artrose, lombalgia e outros
No Brasil, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica desde os anos 80. O CREB oferece a especialidade em diversos protocolos, como, por exemplo, em tratamentos para fibromialgia, artrose, lombalgia e outros. O Dr. Haim pontua que a técnica deve ser feita exclusivamente por profissional habilitado. No CREB, são fisioterapeutas que fizeram formação na especialidade.
Pessoas que estão acima do peso podem sentir mais dores
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com mais de um milhão de norte-americanos, revela que há uma relação entre obesidade e dor. Segundo a pesquisa, várias condições crônicas que causam dores são mais comuns em pessoas que estão acima do peso e, principalmente, entre aquelas que estão obesas. Entre outras condições crônicas estão a artrite, depressão, fibromialgia, diabetes tipo 2 e dor nas costas.
A pesquisa observou que pessoas com excesso de peso sentem mais dores do que pessoas com peso compatível. “Uma pessoa que está acima do peso ou, principalmente, obesa, está mais propensa, por exemplo, a ter problemas na coluna, nos joelhos e nos pés. A relação entre o excesso de peso e as dores no corpo é complexa, mas certamente influencia. Obviamente que uma pessoa magra pode sentir dores, mas aqueles que têm sobrepeso estão mais propensos a estes problemas”, afirma o Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico ressalta que não há comprovação alguma de que a gordura, por si só, causa dor. Trata-se, explica ele, de uma associação. “Mesmo porque é muito comum o excesso de peso estar acompanhado de uma alimentação desregrada e sedentarismo. Essa má qualidade de vida é uma porta para doenças”, explica.
– É muito comum encontrar pessoas obesas e com problemas na coluna. Mas o que muita gente não sabe é que não são apenas os obesos que enfrentam tal problema. Aqueles que brigam com a balança também estão expostos a esse mal. A cada dez quilos a mais do que o recomendado para o peso da pessoa, as chances de dor nas costas e problemas na coluna aumentam em 20%. Ter cuidado com a postura é fundamental. E fazer exercício físico regular também. Quem está acima do peso deve procurar um especialista, para fazer exames e ser orientado na prática de exercícios. Essa orientação é fundamental, para que não haja sobrecarga na coluna vertebral. E quando o paciente desenvolve uma hérnia de disco, é necessário fazer uma avaliação para indicar o melhor tratamento. Ao menor sinal de dor, procure um médico – finaliza ele.
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