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Exame em múmia de 2.200 anos identifica osteoporose

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A osteoporose é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e a principal doença óssea metabólica na atualidade, e muitas vezes é associada a outras doenças do mundo moderno, como as do...

A osteoporose é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e a principal doença óssea metabólica na atualidade, e muitas vezes é associada a outras doenças do mundo moderno, como as doenças autoimunes. Mas essa ideia contemporânea acaba de ser descartada: o Museu Nacional de Israel apresentou uma múmia egípcia de um homem, com 2.200 anos, que tinha osteoporose.

Segundo a agência internacional de notícias Associated Press, a doença foi descoberta a partir de uma tomografia axial computorizada (TAC), revelando que provavelmente trata-se de um homem de 30 a 40 anos, que levava uma vida sedentária, evitando trabalhos manuais ao sol e com uma alimentação rica em hidratos de carbono. As inscrições encontradas no sarcófago da múmia presume se tratar de um sacerdote.

“Trata-se de uma doença sem cura, mas podemos nos prevenir”

“A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea e consequente deteriorização do tecido ósseo, muito suscetível à fraturas”, explica Bernardo Stolnicki, ortopedista e coordenador do Prevrefrat, programa de combate à refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Ele diz que essa notícia comprova que a osteoporose é uma doença que vem dos tempos antigos da humanidade. “Trata-se de uma doença sem cura, mas podemos nos prevenir, com uma dieta rica em cálcio, prática regular de atividade física, banho de sol frequente, evitando o sobrepeso e o tabaco. Temos tratamentos e exames modernos, mas a osteoporose acompanha a humanidade há muito tempo”, diz ele.


A importância da densitometria óssea no combate à osteoporose

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O risco de fratura de quadril em decorrência de osteoporose é considerável em homens de 65 anos ou mais, embora inferior ao das mulheres da mesma faixa etária. Foi o que revelou uma pesquisa exclusiva realizada pela ONG Instituto Ortopedia & Saúde, que também observou que a incidência de osteopenia na coluna é maior entre os homens – 50% contra 43% das mulheres analisadas. O estudo aponta que mesmo assim a maioria dos homens não tem o hábito de realizar exames específicos dos ossos, fato que impede a prevenção.

“Existe uma falsa impressão de que as mulheres idosas é que sofrem com a osteoporose. Essa doença óssea atinge ambos os sexos. A questão é que os homens em geral desconhecem o problema”, concorda Eduardo Sadigurschi, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. A pesquisa revela bem esse desconhecimento por parte dos homens: 80% dos homens que participaram do estudo fizeram exames específicos dos ossos pela primeira vez, ao contrário das mulheres, que já conhecem o problema há mais tempo. No caso delas, apenas 18% faziam o exame pela primeira vez. A pesquisa foi realizada com 250 homens e 250 mulheres, com 65 anos ou mais.

A pesquisa utilizou exames, entre os quais a densitometria mineral óssea, moderno método que mostram o estado dos ossos, principalmente no que se refere à quantidade de cálcio. Em ambos os casos foi detectada perda de massa óssea. “As mulheres tendem a sofrer de osteoporose mais cedo, por conta da baixa hormonal na fase da menopausa, que faz com que percam massa óssea em média dez anos antes dos homens. Este exame – a densitometria óssea – é muito importante pois detecta a possibilidade de fratura de quadril nas pessoas em um horizonte de dez anos. Com os resultados deste exame, é possível fazer um intenso trabalho de prevenção”, comenta o médico do CREB.

A osteoporose se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas. Segundo o reumatologista, é uma doença assintomática, ou seja, sem sintomas, lenta e progressiva. “Esse silêncio muitas vezes faz com que a doença só seja diagnosticada quando ocorre uma fratura, principalmente nos ossos do punho, colo de úmero e quadril. Daí a importância de se consultar com um especialista e realizar a densitometria óssea. A melhor forma de se prevenir, e buscar uma melhor qualidade de vida, é realizar atividade física regular, tomar sol e manter uma alimentação rica em cálcio, encontrado principalmente no leite e derivados”, finaliza o Dr. Haim Maleh.


Jovens sofrem lesões por excesso de atividade física

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Natasha Bragança Tello, 16 anos, praticava jumping três vezes por semana em uma academia do Rio. Para ver mais as amigas, passou a bater ponto diariamente e dobrou a atividade. Resultado: tendinite no joelho, que a obrigou a parar por dois meses para fazer fisioterapia. Lesões por excesso de exercícios são cada vez mais comuns em crianças e adolescentes. Observando a tendência, a Academia Americana de Pediatria lançou a recomendação de controle de ritmo.

– Os sintomas são vagos, como cansaço, dificuldade para dormir ou acordar, falta de apetite. Pediatras interpretam os sinais como anemia, e investigam só o quadro atual, sem avaliar a intensidade, duração e competitividade na atividade física – explica Ricardo Barros, coordenador do Grupo de Trabalho de Medicina Desportiva em Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mas de quem é a culpa? Pais, treinadores, médicos – todos têm sua parcela. A mãe do menino A., 13 anos, conta que, certo de que será um novo Guga, o pai o matriculou numa escolinha de tênis. Tem aulas duas vezes por semana – carga que o professor considerou adequada. Para apressar a evolução, o pai passou a  treiná-lo também no fim de semana. O professor notou queda no rendimento e questionou a mãe, que chamou o filho para conversar:

– Ele contou que tinha dores no ombro e não podia reclamar, pois o pai achava que era desculpa. Levei ao médico e me apavorei: ele quase rompera os ligamentos.

Roberto Nassar, treinador do Flamengo, diz que não há excessos assim em escolinha oficial. Mas como controlar pais que querem fazer dos filhos campeões a todo custo?

– Não permitimos treinos depois do horário. Ficamos de olho para ver se isso é feito em casa. Hoje as escolinhas visam o lado financeiro, e sobrecarga no treinamento é prejuízo para todos.

Especialista em medicina do esporte, Rodrigo Kaz, que cuidou de Natasha em um centro médico em Botafogo, diz que o consultório está cheio de casos parecidos, e nem sempre os pais são atentos.

– Tem horas que me sinto tratando mais das mães do que dos filhos. Muitas perguntam qual o esporte ideal e digo: o que as crianças fizerem com satisfação.

Marcos Brazão, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e coordenador da Câmara Técnica de Medicina do Esporte do Cremerj, concorda:

– Respeitar o que a criança gosta é o primeiro passo – diz o médico – Descanso insuficiente entre os treinos, má alimentação ou até desprazer com a atividade podem ser causas das lesões.

Adultos também estão sujeitos, mas com jovens é mais grve.

– Pode haver encurtamento muscular e enfraquecimento ósseo. Como a placa de crescimento ainda não está fechada, é preciso ter cuidado – recomenda Brazão.

Publicado no Jornal do Brasil



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