CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDE

News | Viva sem dor

O mau uso do celular pode trazer problemas para todo o seu corpo

Envie a um amigo:

Os consultórios de ortopedistas nunca estiveram tão ocupados, e o maior vilão da história não é o tombo, a prática excessiva de esportes ou qualquer outro motivo trivial.

O mal a combater nestes tempos modernos é o mau uso do celular. A dor é maior queixa, seja por conta de doenças nas articulações ou tecidos moles, como tendinites nos dedos, nos polegares, nos pulsos, nos cotovelos, pescoço, ombros ou doenças na coluna vertebral.

“São duas questões que causam problemas para o nosso corpo inteiro. Um é o mau uso do celular. Outro, é o uso excessivo. Conjugados, esses problemas causam doenças das mais variadas. Quando navegamos no smartphone, usamos vários músculos e articulações, que ficam sobrecarregados. Olhamos para baixo, forçamos o pescoço, seguramos o aparelho com uma mão e navegamos nele com a outra e, tudo isto, por longos períodos. As articulações, os músculos, os tendões e os ligamentos não aguentam tanto esforço, por tanto tempo seguido”, resume o ortopedista Marcos Cochrane, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Outros problemas que o mau uso do celular pode trazer

O ortopedista do CREB faz questão de pontuar que os problemas do mau uso do celular não se limitam a doenças ortopédicas ou reumatológicas. Além de inflamações em ligamentos, articulações, músculos e tendões, o usuário pode ter problemas oftalmológicos e psicológicos também.

“Tem uma questão séria, que precisamos cuidar, que é o mal que o celular pode causar no nosso ciclo de sono. Uma noite bem dormida é fundamental para a nossa saúde, e o mau uso do celular pode prejudicar o sono. E isso pode desencadear vários problemas, inclusive crises nervosas”, explica o Dr. Marcos. Ele pontua, ainda, a possibilidade de problemas psicológicos, como depressão, por exemplo, por conta de cancelamentos, ataques de haters e discussões nas redes sociais.

Como usar o celular a seu favor?

Para o ortopedista do CREB, antes de tudo é preciso limitar o tempo de uso do smartphone. Ele reconhece que esta é uma questão difícil de resolver, mas é a saúde de nosso corpo que está em jogo. “Claro que é importante responder a mensagens e e-mails, pesquisar informações e até mesmo relaxar jogando joguinhos ou vendo vídeos no celular. Isso faz parte da nossa vida, é impossível ignorar. Mas o que percebemos é o vício do uso do aparelho, e isso precisa ser combatido”, pondera.

Uma dica do Dr. Marcos para minimizar o mau uso do celular é a opção pela ferramenta de voz, que elimina a necessidade de digitação. A utilização de suportes de celular também pode ajudar. “O ideal é que o usuário não fique segurando o celular por tanto tempo, e muitas vezes ele nem percebe a força que faz com as mãos e os dedos. Manter o celular na altura dos olhos também é fundamental, pois evita esticar o pescoço e ficar olhando para baixo”, diz.

Para finalizar, o ortopedista do CREB é taxativo: “ao menor sinal de dor, um especialista deve ser procurado. Uma pequena dor pode se transformar em um grande problema, e só um médico pode diagnosticar e propor o melhor tratamento. E quanto antes começar a tratar, melhor”, afirma o Dr. Marcos.


Junho verde: qual a diferença entre lordose e escoliose?

Envie a um amigo:

Junho é o mês da conscientização mundial da escoliose. Desde 2013, durante todos os meses de junho, hospitais, clínicas, instituições de medicina e fundações do mundo inteiro se voltam para este assunto, buscando criar uma consciência sobre esta doença, que afeta de 3% a 4% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Trata-se do junho verde, e no dia 27 de junho celebra-se o Dia Internacional da Conscientização Sobre a Escoliose Idiopática. No Brasil são mais de 1,6 milhão de acometidos pela doença, que não tem cura, muitas vezes é silenciosa e progressiva, mas oferece tratamento, o diagnóstico precoce e a possibilidade de viver com qualidade de vida.

O que é escoliose?

A escoliose é uma alteração tridimensional da coluna vertebral que pode levar à sua variação angular trazendo algumas disfunções, que podem ser estéticas, cardiorrespiratórias ou musculoesqueléticas. Existem vários tipos de escoliose, mas os 3 principais são: a escoliose congênita (de nascença), a escoliose neuromuscular e, finalmente, a escoliose idiopática.

“A escoliose congênita é originada na má formação da estrutura vertebral, causada por um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou de fusão dos ossos da coluna. É um problema de nascença”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Já a escoliose neuromuscular é fruto de doenças ou distúrbios que atacam o sistema nervoso central, os nervos e os músculos, como, por exemplo, paralisia cerebral ou muscular, sequelas de doenças neurológicas e distrofia muscular. Segundo o ortopedista do CREB, este tipo de escoliose apresenta uma longa curva em forma de um “C”.

Por fim, o Dr. Márcio explica que a escoliose idiopática não tem causa conhecida, é a mais agressiva se não tratada e, por isso, ganhou um dia internacional de conscientização. “A escoliose idiopática ocorre em jovens de 0 a 18 anos. As causas são multifatoriais, difíceis de serem identificadas e apresenta problemas preocupantes, como a limitação da capacidade funcional para o trabalho e exercícios, sobrecargas articulares excessivas, o que leva a dor, à degenerações articulares precoces e a complicações respiratórias”, relata.

3 sintomas comuns da escoliose

• Ombros ou quadris parecem assimétricos;

• Coluna vertebral encurvada anormalmente para um dos lados;

• Sensação de desconforto muscular.

A diferença da escoliose e lordose

Mas qual é a diferença da escoliose e da lordose, que provoca tanta confusão entre os pacientes?

A lordose ocorre quando há aumento da curvatura da lombar na direção da frente do abdômen, o que deixa os glúteos mais destacados (a chamada síndrome do bumbum arrebitado) e a barriga mais saliente, ensina o médico do CREB. Já a escoliose é uma curvatura anormal da coluna para um dos lados, que pode ser vista quando olhamos a pessoa pelas costas.

Segundo o Dr. Márcio, na maior parte das vezes não é preciso uma intervenção cirúrgica para resolver o problema. “Mas ao menor sinal de dor, é preciso consultar um especialista. Quanto antes iniciarmos o tratamento, mais rapidamente vamos obter sucesso. Não à toa, temos o junho verde. É preciso informar e conscientizar a população sobre a saúde da nossa coluna vertebral”, finaliza ele.


Quando procurar um reumatologista?

Envie a um amigo:

Dor no corpo é o sinal que indica a necessidade de se procurar um médico.

A automedicação é absolutamente reprovável e uma simples dor pode indicar alguma doença, cuja evolução poderá causar mais problemas para o paciente – e mais dor, é claro. Mas qual especialidade procurar quando sentimos dor pelo corpo?

Um ortopedista deve ser consultado para tratar de traumas, torções, luxações, lesões e fraturas. Já o reumatologista deve ser procurado diante de qualquer dor no aparelho musculoesquelético. “O reumatologista trata de manifestações crônicas, principalmente quando há sinais de inflamação, que podem ou não dificultar o movimento. Ele está apto para tratar das doenças reumáticas, que não atingem apenas idosos, mas a todos, inclusive crianças. Existem mais de cem doenças reumáticas, e a dor é uma constância nestes quadros”, explica a reumatologista Vianca Nataly Pereira Zeballos, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Dores nos ossos, músculos e articulações? Procure um reumatologista

Pacientes que sentem dores nos ossos, nos músculos e nas articulações, e que muitas vezes vêm acompanhadas de sintomas como inchaço, vermelhidão, sensação de formigamento e dificuldade de movimentar a articulação, devem procurar um reumatologista com urgência. “Todo tratamento tem muito mais chances de sucesso quando iniciado tão logo a doença apareça”, garante a reumatologista do CREB.

As principais doenças tratadas pelo reumatologista são:

Artrite reumatoide;

Artrite Psoriásica;

Febre reumática;

Fibromialgia;

Tendinites;

Bursites;

Artrose;

Osteoporose;

Lúpus;

Vasculite;

Compressões nervosas; e

Gota, entre tantas outras.

“Para se ter uma ideia, existem mais de cem diferentes tipos de doenças reumáticas, e muitas se confundem. É muito comum receber pacientes com dores nas articulações, fadiga, mal-estar, vermelhidão, inchaço, sono não reparador e outros sintomas. Um reumatologista está apto a descobrir o diagnóstico e propor o melhor tratamento para o paciente”, explica a Dra. Vianca.

Ela pontua que não é preciso sentir dores para procurar um reumatologista. “A prevenção é o melhor plano de saúde que existe, nada se compara a isso. Marcar uma consulta com o reumatologista para cuidar da saúde é um investimento”, finaliza ela.



Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

  • BARRA DA TIJUCA:   Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
  • BOTAFOGO:   Rua Voluntários da Pátria, 408
  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
  • LEBLON:   Av. Ataulfo de Paiva, 355
  • MÉIER:   Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier

Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:

  • SANTO AMARO:   Av. Santo Amaro, 5702
  • INTERLAGOS:   Av. Interlagos, 1989
  • TATUAPÉ:   Rua Apucarana, 1619