Quando procurar um reumatologista?
Dor no corpo é o sinal que indica a necessidade de se procurar um médico.
A automedicação é absolutamente reprovável e uma simples dor pode indicar alguma doença, cuja evolução poderá causar mais problemas para o paciente – e mais dor, é claro. Mas qual especialidade procurar quando sentimos dor pelo corpo?
Um ortopedista deve ser consultado para tratar de traumas, torções, luxações, lesões e fraturas. Já o reumatologista deve ser procurado diante de qualquer dor no aparelho musculoesquelético. “O reumatologista trata de manifestações crônicas, principalmente quando há sinais de inflamação, que podem ou não dificultar o movimento. Ele está apto para tratar das doenças reumáticas, que não atingem apenas idosos, mas a todos, inclusive crianças. Existem mais de cem doenças reumáticas, e a dor é uma constância nestes quadros”, explica a reumatologista Vianca Nataly Pereira Zeballos, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Dores nos ossos, músculos e articulações? Procure um reumatologista
Pacientes que sentem dores nos ossos, nos músculos e nas articulações, e que muitas vezes vêm acompanhadas de sintomas como inchaço, vermelhidão, sensação de formigamento e dificuldade de movimentar a articulação, devem procurar um reumatologista com urgência. “Todo tratamento tem muito mais chances de sucesso quando iniciado tão logo a doença apareça”, garante a reumatologista do CREB.
As principais doenças tratadas pelo reumatologista são:
• Fibromialgia;
• Tendinites;
• Artrose;
• Osteoporose;
• Lúpus;
• Vasculite;
• Compressões nervosas; e
• Gota, entre tantas outras.
“Para se ter uma ideia, existem mais de cem diferentes tipos de doenças reumáticas, e muitas se confundem. É muito comum receber pacientes com dores nas articulações, fadiga, mal-estar, vermelhidão, inchaço, sono não reparador e outros sintomas. Um reumatologista está apto a descobrir o diagnóstico e propor o melhor tratamento para o paciente”, explica a Dra. Vianca.
Ela pontua que não é preciso sentir dores para procurar um reumatologista. “A prevenção é o melhor plano de saúde que existe, nada se compara a isso. Marcar uma consulta com o reumatologista para cuidar da saúde é um investimento”, finaliza ela.
Cigarro provoca lesões ortopédicas
Mais consequências do uso do cigarro foram descobertas
Que o uso contínuo do cigarro traz lesões pulmonares e cardiovasculares, isso todo mundo sabe. Mas o que pouco se divulga é que o fumo também pode trazer, como consequência, lesões ortopédicas. Pouca gente sabe, por exemplo, que o cigarro pode estar relacionado ao desenvolvimento da osteoporose.
Também atrapalha a consolidação óssea, leva ao retardo e a pseudartrose na fratura, obstrui a microcirculação dos tensões e inúmeros trabalhos científicos atestam que quem fuma tem maior chance de desenvolver rupturas do manguito roteador e pior prognóstico após a ruptura destes tendões.
“O cigarro deve ser terminantemente proibido para aqueles que estão em processo de cicatrização de uma fratura, porque o fumo atua de forma negativa diretamente na consolidação óssea. Obviamente que não se pode interferir no quanto aquele paciente já fumou, mas durante a cicatrização o fumante deve evitar a todo custo o cigarro. Esse paciente levará mais tempo para colar uma fratura e se estiver fumando muito pode até acontecer da fratura simplesmente não colar. Neste caso, ele desenvolve o que chamamos de pseudartrose, que é uma falsa articulação”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, acrescentando que o cigarro é responsável por úlceras plantares.
Segundo ele, o fumo provoca alterações da microcirculação sanguínea, o que pode proporcionar uma maior facilidade para que os tendões inflamem, dificultando a cicatrização dos tecidos tendinosos. “E isso também pode acontecer com o fumante passivo”, alerta o Dr. Bernardo Stolnicki, acrescentando que um tecido com menor aporte de sangue devido a problemas na microcirculação tem maior dificuldade de lidar com as reações pós-operatórias. O ortopedista alerta também que o fumo atrapalha o metabolismo do cálcio e, por isso, pacientes fumantes têm uma maior incidência de osteoporose.
Pacientes com artrose podem ter depressão ou ansiedade
Mais da metade da população acima de 45 anos apresenta algum sinal de osteoatrite, também chamada de artrose, a mais comum entre as mais de 100 formas da artrite. Os números são tão expressivos e preocupantes, que a Organização Mundial da Saúde já está dando à doença uma abrangência de epidemia. Para enfrentar o problema, a OMS chegou a lançar uma campanha mundial chamada Década do Osso e da Articulação, para alertar sobre o problema e diminuir os índices de incidência.
Um artigo publicado recentemente pela respeitada Arthritis Care & Research traz um novo olhar sobre esses números, tornando-os ainda mais temerosos. Segundo o artigo, um terço dos norte-americanos que sofrem de artrite, também sentem ansiedade ou depressão. Os autores do artigo se basearam em uma pesquisa realizada com mais de 1,7 mil adultos, com 45 anos ou mais, que tinham diagnóstico de artrite ou outras doenças reumáticas, incluindo a osteoartrose. Os pesquisadores perceberam uma grande quantidade de participantes da pesquisa que disseram sentir muita ansiedade. Eles relacionam essa ansiedade à piora da qualidade de vida e às limitações que a doença traz. Muitos pesquisados comentaram que temiam ser considerados ou confundidos com deficientes físicos.
“A artrose, osteoartrite ou osteoartrose, também chamada de ‘bico de papagaio’, pode ser definida como uma síndrome em que há várias alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas, que ocorrem simultaneamente, na cartilagem hialina e no osso sub condral, levando a diminuição do espaço articular com perda cartilaginosa e formação de osteofitos, comprometendo a articulação como um todo, isto é, a cápsula articular, a membrana sinovial, os ligamentos e a musculatura ao redor da articulação. Sedentarismo ou excesso da atividade física também são fatores determinantes”, explica o fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Antônio D’Almeida.
– Esta pesquisa é muito pertinente, porque mostra como a depressão ou a ansiedade podem atrapalhar o tratamento. Entendo que a pessoa deve ser vista e entendida pelo médico como um todo, isto é, com suas necessidades físicas e emocionais. A qualidade de vida pode ser restabelecida, com um tratamento individualizado, com medicamentos, fisioterapia e protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia e cinesioterapia – explica o médico.
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