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A cereja pode ser mais uma aliada no combate à gota

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As cerejas podem ajudar a reduzir o risco de ataques de gota. É o que garante um estudo recém-publicado no jornal do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), Arthritis & Rheumatism. Segundo o artigo, foram acompanhados mais de 630 pacientes com gota durante um ano inteiro e descobriram que aqueles que relataram ter comido meio copo de cerejas por dia (em torno de dez frutas) tiveram 35% menos chance de ter um ataque de gota. A descoberta valeu para a ingestão da fruta ou de seu extrato.

Segundo o Dr. Mendel Finkielman, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a artrite gotosa (popularmente conhecida como gota) não é uma doença exclusiva da terceira idade, como muita gente acredita que seja. Também não é uma doença articular, mas sim metabólica.

– No início, a dor pode começar atingindo o primeiro dedo do pé (podagra) ou mesmo outras articulações do pé, joelho e tornozelo, por exemplo. A presença de altos índices de ácido úrico é uma das características de uma pessoa com gota. Porém, não é determinante. O problema é o depósito de cristais do ácido úrico nas articulações, o que geralmente acontece por alteração do PH local. Uma pessoa pode ter um alto índice de ácido úrico e não desenvolver a doença, ao passo que outra pessoa pode ter índices normais e, ainda assim, ter gota. O ácido úrico se forma no organismo por conta do metabolismo das proteínas, em particular, um tipo de proteína chamada Purina. Alguns alimentos são mais ricos em purinas, como os frutos do mar, carne vermelha e miúdos. Quem tem gota deve evitar esses alimentos – explica o médico, pontuando que a gota é tratada com medicamentos, por meio de uma dieta específica e que consultar um reumatologista é fundamental para controlar a doença.


Osteoporose masculina: como tratar?

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Na maior parte dos casos, a osteoporose aparece na terceira idade.

Acomete tanto homens como mulheres, mas principalmente elas. As estatísticas apontam que uma em cada três mulheres acima de 45 anos tem a doença.

De acordo com as estatísticas, a incidência da doença varia de 14% a 29% em mulheres com mais de 50 anos e pode alcançar até 73% em mulheres com mais de 80 anos. Em mulheres com mais de 50 anos, o risco de fratura do colo do fêmur é de 17,5% e da coluna, de 16%.

Mas os homens também são acometidos pela osteoporose.

 “Os medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose foram desenvolvidos, em princípio, para utilização em mulheres na pós-menopausa e foram revistos no sentido de verificar sua possível eficácia em homens. Sabemos que na osteoporose feminina a falta do estrogênio é o que desencadeia a doença e que nos homens é a falta de testosterona.

A administração da testosterona em homens com hipogonadismo e diagnóstico de osteoporose apresenta evidência limitada de aumento na densidade mineral óssea. Ainda não há evidências de que o uso da testosterona esteja relacionado à redução no risco de fraturas por fragilidade óssea e isso limita bastante a indicação”, explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e coordenador do CREB Prevrefrat (Programa de Prevenção da Refratura).

Segundo ele, praticamente todos medicamentos utilizados em mulheres também foram aprovados para uso em homens. Ele diz que o medicamento que demonstrou melhor resultado em aumentar a massa óssea e diminuir incidência de fraturas por fragilidade foi o ácido zoledrônico.

“Além disso, pela sua característica de ser aplicado apenas uma vez ao ano, favorece a adesão ao tratamento, que é fundamental para o desfecho favorável na incidência de fraturas”, explica o Dr. Bernardo.

“As orientações que objetivam a preservação da massa óssea nos homens são similares àquelas recomendadas às mulheres e contemplam a indicação de dieta balanceada com consumo adequado de cálcio, suplementação de vitamina D, prática de atividade física (individualizada conforme as necessidades e restrições de cada indivíduo) e abstenção de fatores nocivos, tais como o consumo excessivo de álcool e fumo”, acrescenta o médico do CREB.


Dor nas costas? É hora de trocar os travesseiros

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Pelo menos 70% dos problemas de saúde têm relação com os maus hábitos e o estresse crônico, situações que afetam todo o corpo.

É tanto estresse que nos últimos 40 anos a população perdeu 25% do tempo total de sono, e a redução de sete para cinco horas eleva o risco de infarto e derrame, dizem pesquisadores da University College of London. E de nada adianta ter um colchão de primeira se o travesseiro for de terceira, ou inadequado, porque isto só piora a insônia.

Como escolher o travesseiro diante de dezenas de modelos, de diferentes tamanhos, texturas e formatos?

O primeiro ponto, talvez o mais importante, é observar a posição em que se costuma dormir. A melhor é a de lado, afirmam médicos e fisioterapeutas, porque ela força menos a coluna e relaxa o corpo. Se a preferência for deitar de costas ou de bruços, também dá para evitar as noites mal dormidas. Basta saber qual é o modelo que mais se adapta ao seu jeito de dormir. Há travesseiros até para quem sofre de dores de coluna, para quem ronca ou é alérgico.

Para reduzir o estresse e a dor nas costas, é bom ter um travesseiro que mantenha o alinhamento do pescoço com o tronco, diz o ortopedista Antônio Eulálio, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO). A altura correta do travesseiro faz a diferença entre ter bons sonhos ou ficar imerso em pesadelos.

— Quem dorme de lado deve optar por um modelo que ocupe o espaço entre o ombro e a cabeça. Esta altura varia de 10cm a 15cm. Dormir com o travesseiro muito alto ou muito baixo manterá a cabeça inclinada para um dos lados. Isto contrai os músculos do pescoço. Então, a chance de torcicolo é grande. Se prefere dormir de bruços ou de costas, use um travesseiro baixo — ensina Eulálio.

Travesseiro de molas, regulável, antialérgico e refrescante

Há travesseiros para todos os biotipos m e posições ao dormir. Só um dos fabricantes do país produz 20 modelos. Tem regulável, de molas, antialérgico, de espuma, perfurado, alto, baixo, lavável e até de material desenvolvido pela Agência Espacial Americana (NASA). Assim como os modelos, os preços variam, de R$ 25 a R$ 150, em média. E é melhor trocá-los a cada dois anos.

Um dos mais vendidos, o regulável, vem com camadas removíveis, até quatro opções de alturas e gomos massageadores que estimulam a circulação. O refrescante, de espuma, é ventilado e lavável: indicado para pessoas que dormem de costas e transpiram muito. Outros travesseiros têm recheio de íons de prata que prometem eliminar 90% dos ácaros.

Já os de espuma viscoelástica moldam-se ao contorno da cabeça, exercendo menos pressão e absorvendo o calor. Esta e a tecnologia do modelo Nasa, que também traz gomos massageadores. O ortopedista Antônio Eulálio, do Into, diz que não há um modelo melhor ou pior.

– A Nasa criou uma espuma viscoelástica moldável e que dissipa calor para o revestimento interno de suas naves, e usam este material em travesseiros. Porém nem todas as pessoas se adaptam. Um bom exame no ortopedista pode ajudar a escolher melhor o modelo.

O reumatologista Arnaldo Libman, do Centro de Reumatologia e Ortopedia, concorda.

– Travesseiro não pode ser muito duro, nem muito mole. Ele precisa preencher as curvas da coluna cervical. Se você forçar esta parte, poderá sentir dor, queimação e até náusea, tonteira e lacrimejamento, além de piorar problemas de coluna, como artrose – alerta.



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